quarta-feira, 25 de maio de 2022

Homília da Quarta-feira da 6° da Páscoa

II.Introdução

Comentário

E o que hoje se nos diz é bem diferente: deixar que Ele nos guie.

  de que com demasiada frequência fazemos as coisas ao contrário.

 «O Espírito da Verdade, vos guiará em toda a verdade» ( Jo 16,13), aquilo que o

  «Tenho ainda muitas coisas a vos dizer» (Jo 16,12). —Não de retenhas, Senhor, em

 dirigir-nos a tua voz para revelar-nos as nossas próprias identidades! Que o teu

 Espírito de Verdade nos leve a reconhecer tudo aquilo de falso que possa haver nas

 nossas vidas e nos faça valentes para emendá-lo.

 III.

• •

Hoje, Senhor, uma vez mais, queres abrir-nos os olhos para que demos conta

 Pai deu a conhecer ao filho.

  curioso!: mais que deixar-nos guiar pelo Espírito (que grande desconhecido em

nossas vidas!), o que fazemos é, seguir a direito, impor-lhe as coisas uma vez que já

 tomamos as decisões.

 Penso, Senhor, em voz alta... Volto a ler o Evangelho de hoje e veem-me à cabeça os

 meninos e meninas que receberam a Confirmação este ano.

 Vejo os que me rodeiam e estou tentado a pensar: —Estão tão verdes! A estes,

 o teu Espírito não os leva nem pela frente nem por detrás; e melhor se deixam guiar

 por tudo e por nada!

 Aos que somos considerados adultos na fé, faz-nos instrumentos eficazes do

 teu Espírito para chegar a ser “contagiadores” da tua verdade; para tentar “guiar-

 acompanhar”, e ajudar a abrir os corações e os ouvidos daqueles que nos rodeiam.

 Atualização

  Que ponha luz nos nossos corações para que reconheçamos, também, aquilo

que de autentico há dentro de nós e que já participa da tua Verdade.

  Que reconhecendo-o saibamos agradecê-lo e vivê-lo com alegria.

Espírito de verdade, abre os nossos corações e as nossas vidas ao Evangelho

 de Cristo: que seja esta a luz que ilumine a nossa vida quotidiana.

  Espírito Defensor, faz-nos fortes para viver a Verdade de Cristo, dando

testemunho a todos.



 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

HOMÍLIA DA 6a Semana DA Segunda-feira DA Páscoa


I.Introdução

Isto é bonito e dá alegria, principalmente às próprias mulheres.

Comentários

1. Primeira leitura: Atos 16, 11-15

Para Lucas, ela é o paralelo feminino de Cornélio, é «uma crente em Deus». 2. Evangelho: João 15, 26 - 16, 4a

  II.

   III.

Atualização

A primeira criatura humana a acolher a Palavra foi Maria. Quando a Palavra

 chegou à Europa, foi também uma mulher, Lídia, que, por primeira, a acolheu, com

 outras mulheres.

 A vida cristã é tempo de tentação e tempo de testemunho, tempo de luta e

 tempo de colaboração com o Espírito no testemunho de Cristo Ressuscitado.

 Os judeus eram muito poucos, como denota o facto de não haver sinagoga e o

 costume de se reunirem, no dia de sábado, junto ao rio.

 Paulo parece encontrar lá apenas mulheres. Entre elas, destaca-se Lídia, uma

 rica comerciante de púrpura, que parece ter aderido ao judaísmo, pelo menos como

 ouvinte.

 Jesus viveu entre a animosidade e a perseguição. Que podem esperar os seus

 discípulos, chamados a anunciar a mensagem que O levou à morte? É verdade que nem

 todos recusaram Jesus e a sua palavra.

 Alguns amaram-no por causa do testemunho de João Batista, e por causa do

 testemunho que o próprio Jesus deu de Si mesmo. Por isso, é preciso continuar a

 testemunhar o Senhor, para que aumente o número dos que O amam.

 Nessa tarefa, os discípulos são ajudados pelo testemunho do Espírito de verdade

 que Jesus enviará do Pai.

 E a poderosa ação do Espírito irá manifestar-se exatamente nas perseguições.

 Há que não esquecê-lo, quando chegar a hora.

 Discípulos são considerados inevitáveis. Até se julgam fazerem parte daquela

 intensificação do mal, que preludia o juízo.


 • •

A vida cristã é tempo de tentação e tempo de testemunho, tempo de luta e

 tempo de colaboração com o Espírito no testemunho de Cristo Ressuscitado.

 A realidade de Cristo é tão decisiva para a humanidade e, ao mesmo tempo, tão estranha ao modo comum de pensar, que todo aquele que alinha por Cristo é quase inevitavelmente marginalizado e, por vezes, chega a ser eliminado. A

 história dos mártires mostra claramente essa realidade.




sábado, 21 de maio de 2022

HOMÍLIA Do SÁBADO DA 5° DA PÁSCOA

 


 I. Introdução

II. Comentário

 Hoje, o Evangelho contrapõe o mundo com os seguidores de Cristo.

O mundo representa todo aquele pecado que encontramos em nossa vida.

 Uma das características do seguidor de Jesus é, pois, a luta contra o mal e o pecado que está no interior de cada homem e no mundo. Por isso, Jesus ressuscitado é luz, luz que ilumina a escuridão do mundo.

Karol Wojtyla nos exortava a «que esta luz nos faça fortes e capazes de aceitar e amar a completa Verdade de Cristo, de amá-la mais quanto mais a contradiz o mundo».

Nem o cristão, nem a Igreja podem seguir as modas ou os critérios do mundo. O critério único, definitivo e iniludível é Cristo.

Não é Jesus quem se deve de adaptar ao mundo em que vivemos; somos nós quem devemos transformar nossas vidas em Jesus. «Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre». Isso nos faz pensar.

Quando nossa sociedade secularizada pede certas mudanças ou

 licenças aos cristãos e à Igreja, simplesmente nos está pedindo que nos afastemos de Deus.

O Cristão deve manter-se fiel a Cristo e à sua mensagem. Diz São Irineu: «Deus não tem necessidade de nada; mas o homem tem necessidade de estar em comunhão com Deus.

E a gloria do homem está em perseverar e manter-se no serviço de Deus».

Esta fidelidade pode trazer muitas vezes a persecução: «Se me perseguiram, perseguirão a vós também» (Jo 15,20). Não devemos ter medo da

  persecução; devemos temer não buscar com suficiente desejo cumprir a vontade do Senhor.

Sejamos valentes proclamemos sem medo a Cristo ressuscitado, luz e alegria dos cristãos!

Deixemos que o Espírito Santo nos transforme para sermos capazes de comunicar isto ao mundo! III. Atualização

 

• «Não se recuse se rejuvenescer com Cristo, mesmo num mundo envelhecido. Ele lhe diz: ‘Não tenha medo, a sua juventude será renovada como a da águia’» (Santo Agostinho)

• «Se tentarmos aprofundar a nossa relação com o Pai, não devemos de nos surpreender ao descobrir que somos incompreendidos, contestados ou perseguidos por causa das nossas crenças» (São João Paulo II)

• «Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que

 abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra, porá a descoberto o ‘mistério da iniquidade’, sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade» (Catecismo da Igreja Católica, no 675


 

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Homília da Sexta-feira da 5° da Páscoa

Introdução

Da mesma forma que Jesus amou os seus, ele nos convoca a amar-nos uns aos outros. 

Comentário

Numa relação de amizade autêntica não há sobreposição, manipulação ou medo. comprometeu-se com a sua vocação até as últimas consequências. ligados de forma harmoniosa, respeitosa e equilibrada

Atualização

Amar significa comprometer-se. Sem dúvida, Jesus é o maior exemplo de amor, pois

Esse amor está relacionado à dimensão da amizade, pois os verdadeiros amigos estão

Quem ama o amigo, respeita-o. Certamente, em nossos dias, falta uma bela reflexão

 sobre as supostas amizades que dizemos ter.

 Muitos de nós, nas redes sociais, ostentam a marca de mil ou mais amigos;

 poderíamos nos perguntar se isso reflete efetivamente a realidade.

 Ansiosos por mais amigos, curtidas e belos comentários e compartilhamentos,

 podemos embarcar num mundo de superficialidade e, com isso, esquecer o que

 verdadeiramente importa

 Hoje, o Senhor convida-nos ao amor fraterno: «Amai-vos uns aos outros, assim

como eu vos amei» (Jo 15,12), ou seja, como me haveis visto fazer a mim e como

 ainda me vereis fazer.

 Jesus fala-te como a um amigo, disse-te que o Pai te chama, que quer que

sejas apostolo, e que te destina a dar fruto, um fruto que se manifesta no amor.

São João Crisóstomo afirma: «Se o amor estivesse espalhado por todos os lados, nasceria dele uma infinidade de bens

 


quinta-feira, 19 de maio de 2022

HOMÍLIA DA QUINTA-FEIRA DA 5° DA PÁSCOA

I. INTRODUÇÃO

O amor que Jesus nutriu por seus discípulos é reflexo do

II. Comentário

Amor absolutamente gratuito. Foi assim que Jesus amou

   amor que ele mesmo recebeu do Pai.

 Amor eterno, permanente, total, exclusivo. Amor sem imposição ou pré-requisitos.

   os seus, tal como aprendera na escola do Pai.

A exortação que Jesus dirigiu aos seus - "Permaneçam no meu amor!" - tem duas vertentes. A primeira refere-se ao

 relacionamento Jesus-discípulo, a segunda, ao dos discípulos entre si.

O discípulo ama Jesus com o mesmo amor com que é amado por ele. Aqui não há lugar para relacionamentos interesseiros, como os de muitos cristãos que fazem consistir

 sua fé na busca contínua de favores divinos.

Nem há lugar para atitudes de temor, como acontece com quem se julga estar sempre a ponto de ser punido por Deus. O

 puro amor a Jesus vai além dessas deturpações.


 III. Atualização

• No relacionamento com os seus semelhantes, o discípulo oferece amor idêntico ao que recebe de Jesus. Não exige nada em troca.

• Não procura enquadrar o outro em seus esquemas

 preconcebidos. Não estabelece limites.

• Pelo contrário, acolhe o outro como ele é, oferecendo-lhe o melhor de si, possibilitando-lhe o crescimento, a fim de que possa realizar-se plenamente.




quarta-feira, 18 de maio de 2022

HOMÍLIA DA QUARTA-FEIRA DA 5° DA PÁSCOA

I. Introdução

II. Comentário

  O texto tem como pano de fundo Is 5,1ss; 27,2ss; Jr 2,21ss; 8,13; Ez 15.17; Sl

 80 etc. No AT, a videira é Israel, que não produziu os frutos desejados. Deus esperava

 bons frutos, mas ficou frustrado pela esterilidade de Israel.

 Diante dessa frustração, surge, no entanto, uma esperança: “Deus, protege esta

 vinha” (Sl 80,15ss). Jesus, a videira, é a resposta à esperança do Sl 80.

  Na parábola dos vinhateiros homicidas (Mt 21,33ss), Jesus vem visitar a vinha

 do Pai e é eliminado. O reino, então, passa para outras mãos. Agora, no entanto, Jesus

 é a videira em substituição ao velho Israel.

 A fase da esterilidade passou, pois a videira se tornou fértil e realiza o que o Pai

 sempre esperou. Por isso, os discípulos só podem realizar os bons frutos unidos a

 Cristo, a verdadeira videira. Não mais o velho Israel, mas Jesus e os que nele

 permanecem são o verdadeiro povo de Deus.

 Jesus insiste no verbo “permanecer”. Repete-o sete vezes no trecho do

 Evangelho de hoje. Antes de deixar este mundo e ir para o Pai, Jesus quer

 assegurar aos seus discípulos que podem continuar a estar unidos a Ele. Diz:

 «Permanecei em mim e Eu em vós». (v. 4).

 Este permanecer não é um permanecer passivo , um “adormecer” no

 Senhor, deixando-se embalar pela vida. Não, não é isto! O permanecer n’Ele,

 o permanecer em Jesus que Ele nos propõe, é um permanecer ativo, e

 também recíproco.

 III. Atualização

• «Onde estiver Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica» (Santo Inácio de Antioquia)

• «Nós somos os ramos. Os ramos não são autossuficientes, pois dependem totalmente da videira, onde está a sua fonte de vida» (Francisco)

• «Desde o princípio, Jesus associou os discípulos à sua vida; revelou-lhes o

  mistério do Reino; deu-lhes parte na sua missão, na sua alegria e nos seus sofrimentos. Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que O seguem: «Permanecei em Mim, como Eu em vós... Eu sou a cepa, vós os ramos» (Jo 15, 4-5). E anuncia uma comunhão misteriosa e real entre o seu próprio Corpo e o nosso» (Catecismo da Igreja Católica, no787



terça-feira, 17 de maio de 2022

Homília da Terça-feira da 5° Páscoa

  Hoje, o Senhor consola a seus discípulos. Jesus vai embora! Para onde?

 Primeiro foi embora, morrendo: sua morte foi uma ida ao céu. Três dias depois

 ressuscitou e, ainda durante um breve tempo, foi aparecendo aos discípulos.

 Senhor pede que não assuste nosso coração. Ele nos dá a verdadeira paz:

 Jesus, porque é Deus, está no céu e está com cada um de nós. Inclusive dentro de nós

 quando o recebemos na Comunhão.

  Hoje, Jesus nos fala indiretamente da cruz: deixara-nos a paz, mas ao preço de

 sua dolorosa saída deste mundo. Hoje lemos suas palavras ditas antes do sacrifício

 da Cruz e que foram escritas depois de sua Ressurreição. Na Cruz, com sua morte

 venceu a morte e ao medo. Não nos dá a paz como a do mundo «Não é à maneira do

 mundo que eu a dou» (cf. Jo 14,27), senão que o faz passando pela dor e a humilhação:

 assim demonstrou seu amor misericordioso ao ser humano.

 Na vida dos homens é inevitável o sofrimento, a partir do dia em que o pecado

 entrou no mundo. Umas vezes é dor física; outras, moral; em outras ocasiões se trata

 de uma dor espiritual..., e a todos nos chega a morte. Mas Deus, em seu infinito amor,

 nos deu o remédio para ter paz no meio da dor: Ele aceitou “ir-se” deste mundo com

 uma “saída” cheia de sofrimento e serenidade.

 Por que ele fez assim? Porque, deste modo, a dor humana —unida à de Cristo—

 se converte em um sacrifício que salva do pecado. «Na Cruz de Cristo (...), o mesmo

 sofrimento humano ficou redimido» (João Paulo II). Jesus Cristo sofre com serenidade

 porque satisfaz ao Pai celestial com um ato de custosa obediência, mediante o qual

 se oferece voluntariamente por nossa salvação.

 Um autor desconhecido do século II põe na boca de Cristo as seguintes

 palavras: «Veja as cuspidas no meu rosto, que recebi por ti, para restituir-te o

 primitivo alento de vida que inspirei em teu rosto. Olha as bofetadas de meu rosto,

 que suportei para reformar à imagem minha teu aspecto deteriorado. Olha as

 chicotadas de minhas costas, que recebi para tirar da tua o peso de teus pecados.

 Olha minhas mãos, fortemente seguras com pregos na árvore da cruz, por ti, que em

 outro tempo estendeste funestamente uma de tuas mãos à árvore proibida».

 III.

 Atualização

 Hoje, Jesus nos fala indiretamente da cruz: deixará-nos a paz, mas ao preço de

sua dolorosa saída deste mundo. Hoje lemos suas palavras ditas antes do

 sacrifício da Cruz e escritas depois de sua Ressurreição. Na Cruz, com sua

 morte venceu à morte e ao medo. Não nos dá a paz como a dá o mundo, e sim

 o faz passando pela dor e a humilhação: assim demonstrou seu amor

 misericordioso ao ser humano.

  Na vida dos homens é inevitável o sofrimento, a partir do dia em que o pecado

entrou no mundo. Mas Deus, em seu infinito amor, nos deu o remédio para ter

 paz no meio da dor: Ele aceitou “ir-se” deste mundo com uma “saída” sofrida

 e cheia de serenidade.

 

 Jesus, sofres com serenidade porque agradas ao Pai celestial com um ato de

custosa obediência, mediante o qual te ofereces voluntariamente por nossa

 salvação.