sábado, 23 de abril de 2022

Homília do sábado da Oitava da Páscoa.

 I. Introdução

II. Comentário

Homília do sábado da Oitava da Páscoa,

  O evangelista Marcos, no relato que nos apresenta hoje, condensa várias narrativas

 que vemos em Lucas e Mateus.

 O cerne dessa brevíssima mensagem é simples e, ao mesmo tempo, profundamente

 desafiador: é preciso crer que ele próprio, Jesus, ressuscitou e, por causa da sua ressurreição,

 anunciar o Evangelho a toda criatura.

  Ouvistes o que o Senhor disse aos seus discípulos depois da ressurreição:

 enviou-os a pregar o Evangelho, e eles assim fizeram. Escutai: «O seu eco ressoou por

 toda a Terra, e a sua palavra até aos confins do mundo» (Sl 19,5).

 Passo a passo, o Evangelho chegou até nós e até aos confins da Terra. Em

 poucas palavras, o Senhor disse aos seus discípulos, e por eles a todos nós, o que temos

 de fazer e o que devemos esperar: «Quem acreditar e for batizado, será salvo» (Mc

 16,16).

 Ele pede-nos fé e oferece-nos a salvação. É tão precioso o que nos oferece que

 o que nos pede nada é. «Ó Deus, [...] os filhos dos homens refugiam-se sob as tuas asas

 [...], Tu os inebrias no rio das tuas delícias. Em Ti está a fonte da vida» (Sl 35,8s).

 Jesus Cristo é a fonte da vida. Antes de a fonte da vida ter vindo até nós, só

 tínhamos uma salvação humana, uma salvação semelhante à dos animais de que fala

 o salmo: «Tu, Senhor, salvas os homens e os animais» (Sl 35,7). Mas agora a fonte da

 vida veio até nós, a fonte da vida morreu por nós; como poderá recusar-nos a vida Aquele

 que Se ofereceu à morte por nós? Ele é a salvação, e esta salvação não é ineficaz como

 a outra.

 Porquê? Porque não desaparece. O Salvador veio. Ele morreu, mas matou a

 morte; em Si, pôs fim à morte; assumiu-a e matou-a. Onde está agora a morte? Procurai-

 a em Cristo e não a encontrareis. Esteve nele, mas foi morta nele. Ó vida, morte da morte!

 Recuperai a coragem: também em nós ela morrerá. O que foi alcançado na Cabeça

 também será realizado nos membros, e a morte morrerá também em nós.

III.

Atualização

 Tarefas fáceis? Não! Precisamos pedir a Deus que venha em nosso auxílio e nos

 conceda o dom da fé. E precisamos estar abertos à novidade que é o Reino de

 Deus, acolhê-lo em nossas vidas e levá-lo a nossos irmãos e irmãs em toda parte.

 Jesus não nos pede pouco! Afinal, ele entregou a sua própria vida como

 consequência de vocacionado fiel ao Pai.

 A ressurreição de Jesus pode nos credenciar como discípulos-missionários, e nos

 habitar a sermos anunciadores de um novo tempo de paz e prosperidade para

todos.




sexta-feira, 22 de abril de 2022

CAMPANHA DA FRATERNIDADE – 2022 III Educação profissional

A educação nos possibilita a qualificação profissional; não existe profissional que não tenha passado por um processo de educação, de formação, treinamento... A nossa vida profissional tem uma dimensão social, depende da sociedade; a formação profissional é resposta às demandas ou necessidades da sociedade... Enfim, todas as dimensões da pessoa devem ser formadas.

 Uma dimensão sem formação, ou mal-educada, pode levar a pessoa a promover crimes; por isso há crimes na esfera afetiva, na dimensão sexual, profissional, religiosa, na comunicação etc. Todo crime está sempre diretamente relacionado à uma dimensão humana e com forte repercussão social.

Quando a educação prescinde do dinamismo da sociedade, ela engana a pessoa; não a capacita para a vida, aliena, engessa, bitola, aprisiona; por isso, se fala nas famílias de formar para vida; formar homens e formar mulheres!

A sociedade molda a educação, a condiciona e a educação, por sua vez, contribuição para a transformação da sociedade através das ideias, de valores, parâmetros, exigências, critérios, modelos apresentados. Há uma íntima relação entre sociedade e educação. Por tudo isso a educação deve estar a serviço da sociedade!




OITAVA DA PÁSCOA V

Esse ano, a Oitava da Páscoa e o tempo pascal terão um significado especial.

 Depois de dois anos sem poder se reunir em comunidade para celebrar o mistério pascal

 de Cristo, esse ano toda a comunidade pode celebrá-lo.

 Que o Espírito Santo infunda no coração dos fiéis o Espírito Santo da nova

 criação e, de uma vez por todas, possamos ficar livres da Covid-19 e que a paz seja

 restabelecida no mundo, particularmente, na Ucrânia.

 Desejo uma feliz e santa Páscoa para todos e um excelente tempo pascal. Que

 o Espírito Santo nos santifique.



Homília da sexta-feira da Oitava da Páscoa

I. Introdução

II. Comentário

  Hoje, pela terceira vez Jesus aparece aos discípulos desde que ressuscitou.

 Pedro voltava ao seu trabalho de pescador e os outros se encorajam para

 acompanhá-lo.

 É lógico que como ele era pescador antes de seguir a Jesus, o continue sendo

 depois, não obstante haja quem ache estranho que ele não tenha abandonado seu

 honrado trabalho para seguir a Cristo.

 Naquela noite eles não pescaram nada! Quando ao amanhecer Jesus

 aparece, eles não o reconhecem, até que Ele lhes pede algo para comer. Ao dizer-

 lhe que não têm nada, Ele lhes indica onde devem lançar a rede.

 Muito embora os pescadores saibam de todas as coisas, e neste caso

 tinham lutado sem conseguir resultados, eles lhe obedecem. «Oh, poder da

 obediência! — O lago de Genezaré negava seus peixes à rede de Pedro. Uma noite

 inteira em vão. – Agora, obediente, tornou a lançar a rede na água e pescaram (...)

 uma grande quantidade de peixes. Creiam em mim: o milagre se repete a cada

 dia» (São Josemaria Escrivá)

 O evangelista faz notar que eram «cento e cinquenta e três» grandes peixes

 (cf. Jo 21,11) e, embora sendo tantos, as redes não se romperam. São detalhes que

 se deve ter em conta, já que a Redenção foi realizada com obediência responsável

 e em meio às tarefas habituais.

 Todos sabiam «que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu

 a eles» (cf. Jo 21, 12-13). Fez o mesmo com os peixes. Tanto o alimento espiritual

 como também o alimento material não faltarão, se obedecemos. Ele ensina aos

 seus seguidores mais próximos e nos torna a dizer através de João Paulo II: «No

 início do novo milênio ressoam no nosso coração as palavras com que um dia

 Jesus (...) convidou o Apóstolo a ‘fazer-se ao largo” para a pesca: ‘Duc in altumc’

 (Lc 5,4). Pedro e os primeiros companheiros confiaram na palavra de Cristo e

 ‘pegaram uma grande quantidade de peixes’ (cf. Lc 5, 6). Estas palavras ressoam

 hoje aos nossos ouvidos».

 Pela obediência, como a de Maria, pedimos ao Senhor que continue dando

 frutos apostólicos para toda a Igreja.

  III. Atualização

• «Os apóstolos e todos os discípulos, que ficaram perturbados com a sua morte na cruz e duvidaram da sua ressurreição, foram fortalecidos de tal maneira pela evidência da verdade que, quando o Senhor subiu ao céu, eles não só não experimentaram tristeza, mas encheram-se de

 grande alegria» (São Leão Magno)

 

 • «O Evangelista sublinha que «nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe: “Quem és tu?”, porque bem sabiam que era o Senhor» (Jo 21, 12). Está aqui um dado importante para nós: temos de viver num relacionamento intenso com Jesus, numa intimidade tal, feita de diálogo e de vida, que O reconheçamos como “o Senhor”» (Francisco)

• «Muitíssimas vezes, nos evangelhos, aparecem pessoas que se dirigem a Jesus chamando-lhe “Senhor”. Este título exprime o respeito e a confiança dos que se aproximam de Jesus e d'Ele esperam socorro e cura (...). No encontro com Jesus ressuscitado, transforma-se em

adoração: ‘Meu Senhor e meu Deus’ (Jo 20, 28). Assume então uma conotação de amor e afeição, que vai ficar como típica da tradição cristã: ‘E o Senhor!’ (Jo 21, 7)» (Catecismo da Igreja Católica, no 448)



 

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Homília da Quinta-feira da Oitava da Páscoa

 I. Introdução

 A paixão e a morte conduziram Jesus à ressurreição. Agora, depois de ter estado em

 Emaús com dois discípulos, o Ressuscitado aparece no local onde os demais discípulos estão

 reunidos.

 Percebemos no texto uma grande mistura de sentimentos, sensações e percepções;

 afinal, o evento que eles estão testemunhando é novidade absoluta. O que vivem não é algo

 que seja de fácil compreensão; é preciso que passos sejam dados e que se volte às Escrituras,

 por exemplo, a fim de que se recolham luzes que clarifiquem essa experiência de encontro

 com aquele que literalmente venceu a morte e retomou a vida.

 A experiência vivida pelos discípulos de Jesus é, de algum modo, a nossa experiência

 diante da ressurreição do Filho de Deus e de muitas realidades que nos desafiam a perceber

 que a vida tem a última palavra. Somos, como diz o final do texto, testemunhas de um novo

 tempo, tempo de graça.

 II. Comentário

 Dou graças a Jesus Cristo, nosso Deus, por nos ter inspirado tal sabedoria.

 Descobri que estáveis unidos numa fé inabalável, pregados de corpo e alma, se assim

 posso dizer, à cruz do Senhor Jesus Cristo, fortalecidos pelo seu sangue no amor,

 inteiramente convencidos de que Nosso Senhor é verdadeiramente «filho de David pela

 carne» (Rom 1,3), filho de Deus pela vontade e o poder divinos; verdadeiramente nascido

 de uma virgem, batizado por João «para cumprir toda a justiça» (Mt 3,15);

 verdadeiramente trespassado por pregos por nós na sua carne por ordem de Pôncio

 Pilatos e do tetrarca Herodes.

 E é ao fruto da cruz, à sua divina e bem-aventurada Paixão, que nós devemos a

 nossa existência. Pois pela sua ressurreição Ele «eleva o seu estandarte» (Is 5,26) sobre

 os séculos vindouros, a fim de escolher os seus santos e os seus fiéis de entre judeus

 e pagãos e os reunir num só corpo, o da sua Igreja (cf Ef 2,16).

 Ele aceitou todos estes sofrimentos por nós, pela nossa salvação. E sofreu

 verdadeiramente, tal como verdadeiramente ressuscitou. E a sua Paixão não foi, como

 afirmam certos descrentes, uma simples aparência. [...] Quanto a mim, sei e acredito

 que, mesmo após a sua ressurreição, Jesus era carne. Quando Se aproximou de Pedro

 e dos seus companheiros, disse-lhes: «Tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem

 ossos». Eles tocaram nele e acreditaram.

 Esta comunhão estreita com a sua carne e o seu espírito ajudou-os a enfrentar a

 morte e a serem mais fortes do que ela. Após a ressurreição, Jesus comeu e bebeu com

 eles, como um ser de carne, quando Se tinha tornado um só espírito com o Pai. Recordo-

 vos estas verdades, bem-amados, sabendo que esta é também a vossa profissão de fé.

 III. Atualização •

 Hoje estamos —de novo— no cenáculo, onde Jesus havia instituído a Eucaristia

durante a Páscoa. Ali mesmo —escondidos por medo aos judeus— reuniam-se

 os Apóstolos e lhes apareceu Jesus Cristo ressuscitado. Deseja-lhes a paz,

 

 •

mostra-lhes o seu Corpo e lembra-lhes que as Escrituras antecipam

profeticamente aqueles fatos. E, o mais importante: faz que sejam

 testemunhos destes acontecimentos.

  Depois da Ascensão, os Apóstolos anunciaram o que haviam visto de primeira

mão. Eles entregaram às seguintes gerações este testemunho. Fizeram-no

 oralmente, quer dizer de viva voz: isso é a Tradição. Mais tarde estas formas

 de ensinar foram postas por escrito, formando o Novo Testamento. Tradição e

 Sagrada escritura formam o caudal de um único “rio” (a Revelação) que

 durante séculos não parou de fluir e influir no coração de muitos homens.

  Espírito Santo, ilumina-me para conhecer e compreender o tesouro da

Revelação, com o que a Igreja me guia e protege a minha consciência.


 

Cartilha de Orientação Política 2022 é inspirada na encíclica Fratelli Tutti

Já é uma tradição no Regional Sul 2 da CNBB a elaboração de cartilhas de orientação política nos anos de eleições. Segundo os arquivos do Regional, desde o ano de 2008, ininterruptamente, foram publicadas cartilhas nos anos eleitorais. Essa foi uma iniciativa que partiu do episcopado paranaense, após um longo debate e discernimento, durante uma assembleia que aconteceu em setembro de 2007.  

Histórico 

Segundo o padre Carlos Alberto Chiquim, secretário executivo do Regional Sul 2 da CNBB na época, a motivação para a produção de uma cartilha regional veio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Leigos (CNLB). O intuito inicial era ajudar os cristãos a discernir para a escolha de bons candidatos. “O foco da reflexão, naquela época, era sobre o dever de escolher bons candidatos, conhecendo sua história e sua proposta de governo e também conscientizar sobre o crime de vender votos”. O sacerdote recorda que uma frase nascida em um encontro do CNLB – Sul 2 ganhou uma repercussão nacional: “voto não tem preço, mas consequência”.  

O então arcebispo de Maringá (PR), hoje emérito, Dom Anuar Battisti, relatou que nessa assembleia os bispos trouxeram em pauta o apelo do povo, que em suas dioceses, pediam uma orientação da Igreja quanto às eleições. Então, acharam por bem, produzir um subsídio regional, no qual fosse oferecida a orientação comum dos bispos para a Igreja do Paraná. 

No ano de 2006, a CNBB já havia publicado o documento 82: “Eleições 2006 – Orientações da CNBB”, no qual incentivava a elaboração de cartilhas em cada realidade. “As presentes orientações também poderão inspirar a elaboração de textos mais breves e cartilhas apropriadas às diversas realidades locais do Brasil”, dizia o texto de apresentação, assinado pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, então Secretário-Geral da Conferência.  

A primeira Cartilha de Orientação Política do Regional Sul 2 foi publicada em 2008, ano de eleições municipais. O tema da cartilha foi: “Voto não tem preço. Voto tem consequências!”. Desde então, com o intuito de falar sobre política de uma forma simples e didática, essas cartilhas visam ajudar os cidadãos a tomar consciência da importância do compromisso com a democracia. Elas trazem indicações básicas sobre o universo da política, reforçando aquilo que a política tem de positivo, nobre e essencial para a vida em sociedade.  

Dez anos após o lançamento da primeira cartilha, a CNBB decidiu assumir a Cartilha de Orientação Política do Regional Sul 2 em âmbito nacional, apoiando e colaborando na sua elaboração. Em 20 de fevereiro de 2018, padre Mário Spaki, então secretário executivo do Regional Sul 2, hoje bispo de Paranavaí (PR), apresentou o esquema da cartilha na Reunião do Conselho Permanente da CNBB. E durante a 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (Aparecida, abril de 2018), a cartilha foi lançada para todos os bispos. O Regional Sul 2 continuou sendo o responsável pela publicação e distribuição.  
 

Apresentação da Cartilha no Conselho Permanente – 20 de fevereiro de 2018

Característica das cartilhas 

É importante destacar que o subsídio é apartidário, ou seja, ele trata sobre política na sua essência, sem posicionamento partidário ou ideológico. Essa é a posição da Igreja Católica e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que não se identifica com nenhum partido ou ideologia política, mas é comprometida com a democracia e o bem comum, com o objetivo de que todos tenham condições de viver com dignidade, desde a sua concepção até o seu fim natural.  

Os valores de uma autêntica política, como a busca do bem-comum, que visa garantir vida digna a todos, são comuns também ao Evangelho e a Doutrina Social da Igreja. Sendo assim, como define o Papa Francisco, a política é muito nobre e é uma das mais altas formas de se viver a caridade. Por isso, a Igreja é um espaço aberto para acolher a todos, independente das opções político/partidárias, para um incansável diálogo sempre em vista do bem-comum. CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O ARQUIVO DAS ÚLTIMAS CARTILHAS.

Cartilha de Orientação Política 2022: A política melhor 

Neste ano, a Cartilha possui uma característica original, pois está embasada no pensamento do Papa Francisco quanto à política, expresso na sua mais recente encíclica social: “Fratelli Tutti – Sobre a fraternidade e a amizade social”. No documento, o Papa dedica um capítulo inteiro à política, ao qual intitula “A política melhor”.  

“Para se tornar possível o desenvolvimento duma comunidade mundial capaz de realizar a fraternidade a partir de povos e nações que vivam a amizade social, é necessária a política melhor, a política colocada ao serviço do verdadeiro bem comum” (FT, n. 154), escreveu o Papa Francisco.  

A encíclica instiga a romper com aquela visão popular de que a política seja uma coisa suja e maléfica e enxergar o que ela possui de valorosa, nobre e tão necessária para o mundo. Afinal, como questiona o Papa: “poderá o mundo funcionar sem política? Poderá encontrar um caminho eficaz para a fraternidade universal e a paz social sem uma boa política?” (FT, n. 176).  

Para o arcebispo de Londrina (PR) e presidente do Regional Sul 2 da CNBB, Dom Geremias Steinmetz, o maior desafio da Cartilha nesse pleito eleitoral, será aprofundar a consciência de que todos precisam dar a sua contribuição por uma democracia cada vez mais forte e representativa. “Por isso é tão importante eliminar tantos problemas e tantos vícios que atingem as eleições. Por exemplo: as polarizações, a compra e venda de votos, a ideia de que a nossa participação não é importante na política. Todos nós, enquanto sociedade, como cidadãos, temos um importante papel para que o nosso Brasil seja cada vez melhor. Um instrumento importantíssimo para isso tudo é a eleição feita com consciência, transparência e com o objetivo de sermos melhores”, afirmou Dom Geremias. 

Produção da Cartilha 

Para a produção dessa Cartilha de Orientação Política, o Regional Sul 2 contou com uma comissão, composta pela assessoria política da CNBB, por bispos, padres e leigos peritos em várias áreas do conhecimento e da comunicação. Todas as etapas da produção, desde a escolha dos temas e da capa, até a assessoria para os conteúdos e a revisão do texto e diagramação foram acompanhadas por essa equipe.  

A capa da Cartilha foi desenvolvida pelo designer gráfico Hélder de Castro. Ele trabalhou o conceito de que “o altar dos leigos é o mundo” (Cf. Evangelii Gaudium, 102), mostrando pessoas de várias faixas etárias, em diferentes áreas de atuação: política, educação, saúde, comunicação, economia, segurança, agricultura, esportes e vários tipos de trabalho. Além disso, sobre o mapa está a urna eletrônica, que representa a democracia, e uma Bíblia, que representa a dimensão da fé cristã.  

A cor verde, predominante em toda capa, foi escolhida por remeter à esperança e à vida. Além disso, é a cor que representa a natureza e um dos temas propostos na cartilha é a ecologia integral. 

Segundo Dom Geremias, que também acompanhou todo o processo de produção da cartilha, o subsídio é uma contribuição importantíssima para a conscientização a respeito da boa política. “Essa cartilha quer contribuir para que o exercício do voto e da cidadania, realizado especialmente no dia da eleição, seja sempre motivado pelo desejo de darmos a nossa contribuição para um Brasil melhor. Certamente, há muitos pontos que nós precisamos esclarecer para que as pessoas possam sempre mais atingir esse objetivo de serem bons cristãos, que se colocam a serviço da construção de uma sociedade sempre mais justa, fraterna e solidária”, disse Dom Geremias. 

Podcasts: “A política melhor” 

Todos os temas da cartilha serão aprofundados por meio de uma série de podcasts, intitulada: “A política melhor”. Com o apoio da Pascom Brasil, da Signis Brasil e da Rede Católica de Rádio, semanalmente, a partir do dia 28 de abril, serão publicadas entrevistas, nas quais serão aprofundados os temas da Cartilha. No podcast de estreia teremos uma entrevista sobre: “A Igreja Católica e a Política”, com o secretário geral da CNBB, Dom Joel Portella Amado.  

A cartilha estará disponível para a venda a partir do dia 3 de maio no site da CNBB Regional Sul 2: www.cnbbs2.org.br . Ela tem 24 páginas, é colorida, possui imagens, ilustrações e indicações para vídeos, por meio de QR Codes. O conteúdo é apresentado de forma didática, com uma linguagem simples e de fácil compreensão. Ao final de cada um dos três blocos, são propostas duas questões para o diálogo em pequenos grupos. Confira, abaixo, o sumário com os temas da Cartilha.  

OITAVA DA PÁSCOA IV

Esse é o tempo litúrgico mais importante do ano, é a passagem da morte para a vida, Cristo volta de uma vez por todas para a eternidade. De certa maneira, também é a Páscoa da Igreja, porque Cristo é a cabeça, e nós somos os membros.

A Igreja vive por Ele e para Ele. No dia de Pentecostes, a Igreja é introduzida na vida nova do reino de Deus. A Igreja renasce junto com Cristo para uma vida nova e, a partir da sua ressurreição e da vinda do Espírito Santo,

 nasce a Igreja primitiva com os apóstolos e o Espírito Santo guia a Igreja até aos dias de hoje. Esse Espírito Santo é sinal de que Cristo acompanha a sua Igreja.

Vivamos intensamente a Oitava da Páscoa e o tempo pascal, que é um de graça dado por Deus a nós. Participemos desse tempo não deixando de lado aquelas práticas que iniciamos na quaresma, sobretudo, a oração e a meditação da Palavra de Deus e deixemos com que Cristo guie a nossa vida. Que seja um tempo de graça e uma oportunidade de agradecer a Deus por tantos bens que Ele nos concede.