sexta-feira, 20 de maio de 2022

Homília da Sexta-feira da 5° da Páscoa

Introdução

Da mesma forma que Jesus amou os seus, ele nos convoca a amar-nos uns aos outros. 

Comentário

Numa relação de amizade autêntica não há sobreposição, manipulação ou medo. comprometeu-se com a sua vocação até as últimas consequências. ligados de forma harmoniosa, respeitosa e equilibrada

Atualização

Amar significa comprometer-se. Sem dúvida, Jesus é o maior exemplo de amor, pois

Esse amor está relacionado à dimensão da amizade, pois os verdadeiros amigos estão

Quem ama o amigo, respeita-o. Certamente, em nossos dias, falta uma bela reflexão

 sobre as supostas amizades que dizemos ter.

 Muitos de nós, nas redes sociais, ostentam a marca de mil ou mais amigos;

 poderíamos nos perguntar se isso reflete efetivamente a realidade.

 Ansiosos por mais amigos, curtidas e belos comentários e compartilhamentos,

 podemos embarcar num mundo de superficialidade e, com isso, esquecer o que

 verdadeiramente importa

 Hoje, o Senhor convida-nos ao amor fraterno: «Amai-vos uns aos outros, assim

como eu vos amei» (Jo 15,12), ou seja, como me haveis visto fazer a mim e como

 ainda me vereis fazer.

 Jesus fala-te como a um amigo, disse-te que o Pai te chama, que quer que

sejas apostolo, e que te destina a dar fruto, um fruto que se manifesta no amor.

São João Crisóstomo afirma: «Se o amor estivesse espalhado por todos os lados, nasceria dele uma infinidade de bens

 


quinta-feira, 19 de maio de 2022

HOMÍLIA DA QUINTA-FEIRA DA 5° DA PÁSCOA

I. INTRODUÇÃO

O amor que Jesus nutriu por seus discípulos é reflexo do

II. Comentário

Amor absolutamente gratuito. Foi assim que Jesus amou

   amor que ele mesmo recebeu do Pai.

 Amor eterno, permanente, total, exclusivo. Amor sem imposição ou pré-requisitos.

   os seus, tal como aprendera na escola do Pai.

A exortação que Jesus dirigiu aos seus - "Permaneçam no meu amor!" - tem duas vertentes. A primeira refere-se ao

 relacionamento Jesus-discípulo, a segunda, ao dos discípulos entre si.

O discípulo ama Jesus com o mesmo amor com que é amado por ele. Aqui não há lugar para relacionamentos interesseiros, como os de muitos cristãos que fazem consistir

 sua fé na busca contínua de favores divinos.

Nem há lugar para atitudes de temor, como acontece com quem se julga estar sempre a ponto de ser punido por Deus. O

 puro amor a Jesus vai além dessas deturpações.


 III. Atualização

• No relacionamento com os seus semelhantes, o discípulo oferece amor idêntico ao que recebe de Jesus. Não exige nada em troca.

• Não procura enquadrar o outro em seus esquemas

 preconcebidos. Não estabelece limites.

• Pelo contrário, acolhe o outro como ele é, oferecendo-lhe o melhor de si, possibilitando-lhe o crescimento, a fim de que possa realizar-se plenamente.




quarta-feira, 18 de maio de 2022

HOMÍLIA DA QUARTA-FEIRA DA 5° DA PÁSCOA

I. Introdução

II. Comentário

  O texto tem como pano de fundo Is 5,1ss; 27,2ss; Jr 2,21ss; 8,13; Ez 15.17; Sl

 80 etc. No AT, a videira é Israel, que não produziu os frutos desejados. Deus esperava

 bons frutos, mas ficou frustrado pela esterilidade de Israel.

 Diante dessa frustração, surge, no entanto, uma esperança: “Deus, protege esta

 vinha” (Sl 80,15ss). Jesus, a videira, é a resposta à esperança do Sl 80.

  Na parábola dos vinhateiros homicidas (Mt 21,33ss), Jesus vem visitar a vinha

 do Pai e é eliminado. O reino, então, passa para outras mãos. Agora, no entanto, Jesus

 é a videira em substituição ao velho Israel.

 A fase da esterilidade passou, pois a videira se tornou fértil e realiza o que o Pai

 sempre esperou. Por isso, os discípulos só podem realizar os bons frutos unidos a

 Cristo, a verdadeira videira. Não mais o velho Israel, mas Jesus e os que nele

 permanecem são o verdadeiro povo de Deus.

 Jesus insiste no verbo “permanecer”. Repete-o sete vezes no trecho do

 Evangelho de hoje. Antes de deixar este mundo e ir para o Pai, Jesus quer

 assegurar aos seus discípulos que podem continuar a estar unidos a Ele. Diz:

 «Permanecei em mim e Eu em vós». (v. 4).

 Este permanecer não é um permanecer passivo , um “adormecer” no

 Senhor, deixando-se embalar pela vida. Não, não é isto! O permanecer n’Ele,

 o permanecer em Jesus que Ele nos propõe, é um permanecer ativo, e

 também recíproco.

 III. Atualização

• «Onde estiver Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica» (Santo Inácio de Antioquia)

• «Nós somos os ramos. Os ramos não são autossuficientes, pois dependem totalmente da videira, onde está a sua fonte de vida» (Francisco)

• «Desde o princípio, Jesus associou os discípulos à sua vida; revelou-lhes o

  mistério do Reino; deu-lhes parte na sua missão, na sua alegria e nos seus sofrimentos. Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que O seguem: «Permanecei em Mim, como Eu em vós... Eu sou a cepa, vós os ramos» (Jo 15, 4-5). E anuncia uma comunhão misteriosa e real entre o seu próprio Corpo e o nosso» (Catecismo da Igreja Católica, no787



terça-feira, 17 de maio de 2022

Homília da Terça-feira da 5° Páscoa

  Hoje, o Senhor consola a seus discípulos. Jesus vai embora! Para onde?

 Primeiro foi embora, morrendo: sua morte foi uma ida ao céu. Três dias depois

 ressuscitou e, ainda durante um breve tempo, foi aparecendo aos discípulos.

 Senhor pede que não assuste nosso coração. Ele nos dá a verdadeira paz:

 Jesus, porque é Deus, está no céu e está com cada um de nós. Inclusive dentro de nós

 quando o recebemos na Comunhão.

  Hoje, Jesus nos fala indiretamente da cruz: deixara-nos a paz, mas ao preço de

 sua dolorosa saída deste mundo. Hoje lemos suas palavras ditas antes do sacrifício

 da Cruz e que foram escritas depois de sua Ressurreição. Na Cruz, com sua morte

 venceu a morte e ao medo. Não nos dá a paz como a do mundo «Não é à maneira do

 mundo que eu a dou» (cf. Jo 14,27), senão que o faz passando pela dor e a humilhação:

 assim demonstrou seu amor misericordioso ao ser humano.

 Na vida dos homens é inevitável o sofrimento, a partir do dia em que o pecado

 entrou no mundo. Umas vezes é dor física; outras, moral; em outras ocasiões se trata

 de uma dor espiritual..., e a todos nos chega a morte. Mas Deus, em seu infinito amor,

 nos deu o remédio para ter paz no meio da dor: Ele aceitou “ir-se” deste mundo com

 uma “saída” cheia de sofrimento e serenidade.

 Por que ele fez assim? Porque, deste modo, a dor humana —unida à de Cristo—

 se converte em um sacrifício que salva do pecado. «Na Cruz de Cristo (...), o mesmo

 sofrimento humano ficou redimido» (João Paulo II). Jesus Cristo sofre com serenidade

 porque satisfaz ao Pai celestial com um ato de custosa obediência, mediante o qual

 se oferece voluntariamente por nossa salvação.

 Um autor desconhecido do século II põe na boca de Cristo as seguintes

 palavras: «Veja as cuspidas no meu rosto, que recebi por ti, para restituir-te o

 primitivo alento de vida que inspirei em teu rosto. Olha as bofetadas de meu rosto,

 que suportei para reformar à imagem minha teu aspecto deteriorado. Olha as

 chicotadas de minhas costas, que recebi para tirar da tua o peso de teus pecados.

 Olha minhas mãos, fortemente seguras com pregos na árvore da cruz, por ti, que em

 outro tempo estendeste funestamente uma de tuas mãos à árvore proibida».

 III.

 Atualização

 Hoje, Jesus nos fala indiretamente da cruz: deixará-nos a paz, mas ao preço de

sua dolorosa saída deste mundo. Hoje lemos suas palavras ditas antes do

 sacrifício da Cruz e escritas depois de sua Ressurreição. Na Cruz, com sua

 morte venceu à morte e ao medo. Não nos dá a paz como a dá o mundo, e sim

 o faz passando pela dor e a humilhação: assim demonstrou seu amor

 misericordioso ao ser humano.

  Na vida dos homens é inevitável o sofrimento, a partir do dia em que o pecado

entrou no mundo. Mas Deus, em seu infinito amor, nos deu o remédio para ter

 paz no meio da dor: Ele aceitou “ir-se” deste mundo com uma “saída” sofrida

 e cheia de serenidade.

 

 Jesus, sofres com serenidade porque agradas ao Pai celestial com um ato de

custosa obediência, mediante o qual te ofereces voluntariamente por nossa

 salvação.



 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Homília da Segunda -feira da 5° da Páscoa

I. Introdução

O discurso de despedida de Jesus visava suscitar sentimentos positivos no coração dos discípulos, num momento

II. Comentário

Jesus percebia a fragilidade do amor dos discípulos, e a

    de desespero e angústia.

E o Mestre o faz apelando para a importância de amá-lo de fato, pautando a vida por seus ensinamentos.

   não-adesão radical à sua pessoa.

Sem esta adesão amorosa, qualquer ação futura ficaria

 impossibilitada. Seria inútil contar com eles! Isto poderia comprometer o projeto de construção do Reino que lhes fora entregue como missão.

As palavras de Jesus são um apelo aos discípulos para uma vida de comunhão com ele. Daí sua insistência no tema do

 amar e pôr em prática os mandamentos.

O amor supõe e vínculos tão estreitos de relação com o Mestre, a ponto de permear e transformar a vida do discípulo.

 Porque ama Jesus, recusa-se a dar guarida ao egoísmo e ao pecado que rompem a comunhão.


 O discípulo que ama é fiel aos mandamentos do Mestre. Portanto, o amor não se reduz a teorias. É uma continua busca de conformidade com o modo de ser e o querer de Jesus.

 III. Atualização

• Seus mandamentos são uma expressão de seu modo de

 ser.

• Por isso, Jesus ordenou que os discípulos fizessem o mesmo que ele fez, propondo-lhes seu próprio projeto de vida.

• Assim, a melhor escola de amor é o testemunho de vida de Jesus.




sábado, 14 de maio de 2022

HOMÍLIA do Sábado da 4° da Páscoa

 I. Introdução

O evangelho diz: “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi...”. Os apóstolos (doze) foram chamados por ele.

No entanto, um dos escolhidos por Jesus traiu essa confiança: Judas. Depois da ascensão (At 1,9ss), a Igreja, sob a coordenação de Pedro, teve que preencher o vazio deixado pelo traidor.

II. Comentário

Pedro, com os demais apóstolos, escolhe alguém que pode ser integrado ao grupo dos onze para novamente formar os Doze e continuar a missão iniciada por Jesus: Matias (At 1,15ss).

Desse fato resultam alguns pontos importantes: 1) o papel de Matias, escolhido pela Igreja para ser apóstolo; 2) a coordenação de Pedro nessa escolha; 3) a importância dos Doze para testemunhar a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

A Igreja é apostólica: sua base vem da sucessão dos apóstolos. Matias é o primeiro escolhido pela Igreja. Essa escolha é Jesus agindo na Igreja.

III. Atualização

    Amar como Jesus ama significa pôr-se ao serviço, ao serviço

 dos irmãos, tal como Ele o fez ao lavar os pés dos discípulos. Significa também sair de si mesmo, desapegar-se das próprias seguranças humanas, para se abrir aos outros, especialmente

 aos mais necessitados.

 Amar como Cristo significa dizer não a outros “amores” que o mundo nos propõe: amor ao dinheiro, amor ao sucesso, à vaidade, ao poder... Amados irmãos e irmãs, onde leva este permanecer no amor do Senhor? Onde nos leva? Jesus disse- nos: “Para que a minha alegria esteja em vós e que a vossa

 alegria seja plena”.

 A alegria de saber que somos amados por Deus apesar da nossa

 infidelidade faz-nos enfrentar as provações da vida com fé, faz-

 nos atravessar as crises para delas sairmos melhores.

  


sexta-feira, 13 de maio de 2022

Homília da sexta-feira da 4°Páscoa

I INTRODUÇÃO

Hoje, nesta sexta-feira da IV semana da Páscoa, Jesus nos convida à calma.

A serenidade e a alegria fluem como um rio de paz, desde o seu Coração ressuscitado até o nosso, agitado e inquieto, muitas vezes sacudido por um

 ativismo tão febril como estéril. II. Comentário

São os nossos tempos de agitação, nervosismo e estresse. Tempos nos quais o pai da mentira infectou as inteligências dos homens, fazendo-os chamar bem ao mal e mal ao bem, tomando luz por obscuridade e obscuridade por luz, semeando em suas almas a dúvida e o ceticismo que nelas queimam todo broto de esperança em um horizonte de plenitude que o mundo, com suas adulações, não sabe nem pode dar.

Os frutos de tão diabólica empresa ou atividade são evidentes: a falta de sentido e a perda de transcendência que se apoderaram de tantos homens e mulheres que não apenas se esqueceram, mas também se extraviaram do Caminho, porque o desprezaram antes. Guerras, violências de todo gênero, intransigência e egoísmo diante da vida (anticoncepção, aborto, eutanásia...), famílias destruídas, juventude “desnorteada”, e um grande etcétera,

 constituem a grande mentira sobre a qual se sustenta boa parte do triste andaime da sociedade de tão alardeado “progresso”.

No meio de tudo, Jesus, o Príncipe da Paz, repete aos homens de boa vontade, com sua mansidão infinita: «Não se perturbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim» (Jo 14, 1). À direita do Pai, ele acalenta, como um benévolo sonho de sua misericórdia, o momento de ter-nos junto a ele, «a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também» (Jo 14, 3). Não podemos nos escusar como Tomé.

Nós sabemos o caminho. Nós, por pura graça, conhecemos, sim, a senda que conduz ao Pai, em cuja casa há muitas moradas. No céu nos espera um

 lugar que ficará para sempre vazio se não o ocuparmos. Aproximemo-nos, pois, sem temor, com ilimitada confiança de Aquele que é o único Caminho, a irrenunciável Verdade e a Vida em plenitude.

III. Atualização


• «Se o amas, sigue-o. Queres saber para onde tens de ir?: 'Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida'. Permanecendo com o Pai, Ele é a verdade e a vida; vestindo-se de carne, faz-se o caminho» (Santo Agostinho)

• «O lugar que Jesus vai preparar é na 'casa do Pai'. O discípulo poderá estar lá eternamente com o Mestre e participar de sua mesma alegria. No entanto, para atingir esse objetivo só há um caminho: Cristo» (São João Paulo II)

• «A fé n'Ele introduz os discípulos no conhecimento do Pai, porque Jesus é

 ‘o caminho, a verdade e a vida’ (Jo 14, 6). A fé dá os seus frutos no amor: guardar a sua Palavra, os seus mandamentos, permanecer com Ele no Pai (...)» (Catecismo da Igreja Católica, no 2.614)