sexta-feira, 29 de abril de 2022

SANTA CATARINA DE SENA VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA

HOMÍLIA DA SEXTA-FEIRA DA 2° SEMANA DA PÁSCOA

  SANTA CATARINA DE SENA

VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA

(branco, pref. pascal ou das virgens, – ofício da memória)

 I.

Introdução

Esta é uma virgem sábia, uma das jovens prudentes, que foi ao encontro de

  Cristo com sua lâmpada acesa, aleluia!

Catarina nasceu em 1347 na Itália e lá faleceu em 1380. Aos 16 anos, foi admitida na Ordem Terceira Dominicana, conciliando a vida contemplativa com intensa atividade junto aos doentes e encarcerados.

Exerceu importante papel diplomático a favor da unidade da Igreja. Ditou inúmeras cartas, repletas de sabedoria espiritual. A seu exemplo, apliquemos nossas energias a serviço do Reino de Deus.

II.

Comentário

  Ao se deparar com a multidão que tinha fome e não havendo local nem dinheiro

 suficiente para comprar o necessário para todos, André, um dos discípulos, apresenta ao

 Mestre um rapaz que tem consigo cinco pães e dois peixinhos; a partir dessa realidade a

 grande partilha se dá.

 André, em grego, significa precisamente homem e, nesse sentido, podemos

 considerar que a resolução dos problemas e dificuldades da vida está presente ou pode ser

 suscitada do interior de cada pessoa. Ao propor que a multidão se sente, podemos perceber

 aqui dois movimentos: a perspectiva da dignidade e da organização.

 Noutras palavras, é difícil que encontremos a resolução para aquilo que nos aflige em

 meio à desorganização e ao caos. Quando nos propomos a partilhar, e é isso o que se dá aqui,

 todos passam a ter acesso ao que necessitam em abundância, ao ponto de haver sobra onde

 antes havia escassez.

 III.

Atualização

A multiplicação dos pães levou a multidão a considerar Jesus como o verdadeiro profeta, aquele que todos esperavam, desde longa data.

   

 • O fato de ter alimentado uma imensa multidão, contando apenas com cinco pães de cevada e dois peixes, revelou-se como sinal inequívoco da messianidade de Jesus.

• Daí o desejo do povo de fazê-lo rei, na esperança de que

 todos os seus problemas fossem resolvidos da mesma forma eficiente e rápida, que acabavam de presenciar. Foi grande a expectativa criada em torno dele.




quinta-feira, 28 de abril de 2022

Homília da QUINTA-FEIRA da 2° semana da Páscoa

Introdução

Ai está também nossa vida mais autêntica. Comentário

 Hoje Jesus fala de sua procedência e, também desvela-nos nosso destino. Ele

 vem de “cima”, do céu eterno, onde sempre existiu unido ao Pai e ao Espírito Santo.

   O Filho de Deus veio para nos descobrir esta maravilha, mas custa-nos

  despegarmos da terra e acordar nossa aspiração à eternidade.

Desde suas origens, o homem considerou com respeito sua morte e a vida além

 da “terra”. Mas, realmente, nós pouco sabíamos dessa “vida de cima” e de seu

 conteúdo.

 Com a encarnação do Filho de Deus se nos desvelou a verdadeira vida, a mais

 real: A vida de amizade com Deus, que é “sobrenatural” e, por isso, sem fim. Só se

 acaba o da terra.

 Quero viver, meu Deus, uma vida de amizade contigo. Concede-me entender

 as coisas como Tu as entendes e amar como Tu amas. Jesus, confio na tua Palavra.

 Hoje, o Evangelho nos convida a deixar de ser “terrenais”, a deixar de ser

 homens que só falam de coisas mundanas, para falar e mover-nos como «Aquele que

 vem do alto» (Jo 3,31), que é Jesus. Neste texto vemos —mais uma vez— que na

 radicalidade evangélica não há meio termo.

 É necessário que em todo momento e circunstância nos esforcemos por ter o

 pensamento de Deus, ambicionemos ter os mesmos sentimentos de Cristo e

 aspiremos a olhar os homens e às circunstancias da mesma forma que vemos o Verbo

 feito homem.

 Se atuarmos como «aquele que vem do alto» descobriremos uma quantidade

 de coisas positivas que acontecem continuamente ao nosso entorno, porque o amor

 de Deus é ação contínua em favor do homem. Se viermos do alto amaremos a todo o

 mundo sem exceção, sendo nossa vida um convite para fazer o mesmo.

 III.

Atualização

  «Aquele que vem do alto está acima de todos» (Jo 3,31), por isso pode servir

a cada homem e a cada mulher justamente naquilo que necessita; além

 disso, «Ele dá testemunho do que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu

 testemunho» (Jo 3,32). E seu serviço tem a marca da gratuidade.

  Esta atitude de servir sem esperar nada a troco, sem necessitar a resposta

do outro, cria um ambiente profundamente humano e de respeito ao livre

 alvedrio da pessoa; esta atitude se contagia e os outros se sentem

 livremente movidos a responder e atuar da mesma maneira.

  Serviço e testemunho sempre vão juntos, um e outro se identificam. Nosso

mundo tem necessidade daquilo que é autêntico: e o que é mais autêntico

 que as palavras de Deus? que mais autêntico do que quem dá o Espírito

 sem medida? «Ele dá o espírito sem medida» (Jo 3,34)

 •


 «Acreditar no Filho» quer dizer ter vida eterna, significa que o dia do Juízo

não pesa em cima do crente porque já foi julgado e com um juízo favorável;

 no entanto, «Aquele, porém, que se recusa a crer no Filho não verá a vida,

 mas a ira de Deus permanece sobre ele» (Jo 3,36)..., enquanto não acredite.



 

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Meu Deus!

 Meu Deus, escuta o meu clamor:

- Até quando eu só vou conseguir chorar ao ficar na tua presença e depois não mudar generosamente de vida!?!

- Até quando vou mendigar eventos e grandes encontros e depois não me comprometer Contigo!?!

- Até quando, Senhor irei barganhar Contigo afim de sabotar a minha própria salvação!?!

- Até quando vou te decepcionar, meu Senhor meu Deus!?!

- Até quando vou me auto justificar, que sou fraco, permitindo do que o diabo me separe de Vós?!!

- Até quando meu Jesus, te confundirei com qualquer prazer, que me satisfaz temporariamente!?!

- Até quando permitirei que as minhas decisões me impeça de atingir os ideias que mim propus alcançar!?!




Homília da Quarta-feira da 2° semana da Páscoa

Filho único para que todos tenham acesso à vida plena.

Deus está profundamente comprometido com o ser humano a ponto de entregar seu

Nosso Deus não é castigador ou rancoroso, ao contrário, ele é amoroso e compassivo.

 Contudo, o texto que nos ilumina hoje deixa bem claro que a salvação ou a condenação está

 nas mãos do próprio ser humano.

São as escolhas feitas por cada pessoa e suas consequências que mostram se estamos

 caminhando sob a luz ou em plena escuridão.

 Nossas palavras podem, sim, revelar nossas opções; entretanto, são nossas atitudes

 que revelam a verdade mais profunda do nosso coração.

 Nesse sentido, fica muito claro que não somos manipulados por Deus, mas

 caminhamos com ele e temos total responsabilidade sobre aquilo que fazemos.

 Cabe, sim, a nós escolher se a nossa vida será luz ou trevas, e não podemos culpar

 Deus ou outras pessoas por aquilo que é nossa responsabilidade.

 Atualização

 Os ensinamentos de Jesus ultrapassam todas as formas de obstáculos, pois a Palavra

 de Deus, luz em meio às trevas, não pode ser aprisionada.

 O Espírito Santo nos impulsione a agir conforme a verdade do Evangelho Os

 ensinamentos de Jesus ultrapassam todas as formas de obstáculos, pois a Palavra de

 Deus, luz em meio às trevas, não pode ser aprisionada.

 O Espírito Santo nos impulsione a agir conforme a verdade do Evangelho.




terça-feira, 26 de abril de 2022

Homília da Terça-feira da 2° semana do tempo Pascal

Introdução

Comentário

Hoje, Jesus nos expõe a dificuldade de prevenir e conhecer a ação do Espírito Santo: de fato, «sopra onde quer» (Jo 3,8).

Isto relaciona-o com o testemunho que Ele mesmo está dando e com a necessidade de nascer do alto.

  «É necessário para vós nascer» (Jo 3,7), diz o Senhor com claridade, é necessária uma nova vida para poder entrar na vida eterna. Não é suficiente com um ir puxando para chegar ao Reino dos Céus, é necessária uma vida nova regenerada pela ação do Espírito de Deus.

A nossa vida profissional, familiar, esportiva, cultural, lúdica e, sobretudo, de piedade tem que ser transformada pelo sentido cristão e pela ação de Deus. Tudo, transversalmente, tem que ser impregnado pelo seu Espírito.

Nada, absolutamente, nada deveria ficar fora da renovação que Deus realiza em nós com o seu Espírito.

Uma transformação que tem Jesus Cristo como catalisador. Ele, que

  antes tinha que ser elevado na Cruz e que também tinha que ressuscitar, é quem pode fazer com que o Espírito de Deus nos seja enviado.

Ele que tem vindo do alto. Ele que tem mostrado com muitos milagres o seu poder e a sua bondade. Ele que em tudo faz a vontade do Pai. Ele que tem sofrido até derramar a última gota de sangue por nós.

Graças ao Espírito que nos enviará, nós «podemos subir ao Reino dos Céus, por Ele obtemos a adoção filial, por Ele se nos dá a confiança de nomear Deus com o nome de “Pai”, a participação da graça de Cristo e o direito a participar da gloria eterna» (São Basílio Magno).

Façamos que a ação do Espírito tenha acolhimento em nós, escutemo- lhe e, apliquemos as suas inspirações para que cada um seja –no seu lugar habitual- um bom exemplo elevado que irradie a Luz de Cristo.

  III.

Atualização

«[Cristo], em sua venida, trouxe consigo toda novidade» (Santo Irineu)

 

 • «Ele sempre pode, com sua novidade, renovar nossa vida e nossa comunidade e, embora passe épocas obscuras e debilidades eclesiais, a proposta Cristiana nunca envelhece» (Francisco)

• «A água baptismal é então consagrada por uma oração de epiclese (ou no próprio momento, ou na Vigília Pascal). A igreja pede a Deus que, pelo seu Filho, o poder do Espírito Santo desça a esta água, para que os que nela forem batizados “nasçam da água e do Espírito” (Jo 3,5)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 1238).




segunda-feira, 25 de abril de 2022

HOMÍLIA DA SEGUNDA-FEIRA DA 2° SEMANA DA PÁSCOA

I. INTRODUÇÃO

Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a todas as criaturas, aleluia!

  SÃO MARCOS, EVANGELISTA

(vermelho, glória, pref. dos apóstolos II, – ofício da festa)

   (Mc 16,15)

João Marcos era membro de uma família de Jerusalém que pôs sua casa à disposição dos primeiros cristãos.

Acompanhou Paulo em sua primeira viagem apostólica. Foi discípulo de Pedro em Roma.

A ele é atribuída a redação do primeiro Evangelho, o qual nos apresenta um Messias humilhado, sofredor, crucificado e reconhecido como Filho de Deus pelo centurião.

Celebremos esta festa com o sincero desejo de conhecer e amar, de maneira

 mais profunda, nosso Mestre Jesus Cristo.

 II. Comentário

 O evangelista Marcos não pertenceu ao grupo dos doze apóstolos, porém deve

 ter sido discípulo de Jesus.

Pertencia a uma família de Jerusalém, que pôs sua casa à disposição dos primeiros cristãos (cf. At 12,12-16).

Participou da primeira viagem apostólica de Paulo (At 12,25; 13,5). Marcos

 acompanhou Pedro a Roma e prestou-lhe serviços durante a prisão do chefe dos apóstolos (cf. Cl 4,10).

Se essas informações se confirmam, ficamos sabendo que Marcos extraiu de

 fontes genuínas o Evangelho que ele põe por escrito, “o Evangelho de Marcos”.

As últimas palavras do seu Evangelho testemunham que muitos sinais e prodígios haveriam de acompanhar e confirmar a obra dos seguidores de Jesus.


 Isso de fato aconteceu; a Igreja primitiva o comprova (Atos dos Apóstolos).

III. Atualização

 • «Assim como o sol, criatura de Deus, é um e o mesmo em todo o mundo, também a pregação da verdade brilha em todos os lugares e ilumina todos aqueles que querem chegar ao conhecimento da verdade» (Santo Irineu de Lyon)

• «Todos somos chamados a ser escritores vivos do Evangelho,

 portadores da Boa Nova a cada homem e mulher de hoje» (Francisco)

• «Desde a Ascensão, o plano de Deus entrou na sua consumação. Estamos na 'última hora' (1Jn 2,18). “O fim da história chegou para nós e a renovação do mundo já está decidida de forma irrevogável e até de alguma forma real já antecipada neste mundo. A Igreja, de fato, e na terra, caracteriza-se pela verdadeira santidade, ainda que imperfeita” (Concílio Vaticano II). O Reino de Cristo manifesta a sua presença através dos sinais milagrosos (cf. Mc 16,17-18) que acompanham o seu anúncio pela Igreja (cf. Mc 16,20)» (Catecismo da Igreja Católica, no 670.


  

domingo, 24 de abril de 2022

HOMÍLIA II DOMINGO DA PÁSCOA

Domingo da Misericórdia

 I. Introdução

II. Comentário

 Hoje, segundo Domingo da Páscoa, completamos a oitava deste tempo litúrgico, uma das oitavas —juntamente com a do Natal— que a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II manteve.

 Durante oito dias, contemplamos o mesmo mistério a aprofundamo-lo à luz do Espírito Santo.

 Por desígnio do Papa João Paulo II, a este Domingo chama-se o Domingo da Divina Misericórdia. Trata-se de algo que vai muito mais além de uma devoção particular.

Como explicou o Santo Padre na sua encíclica Dives in misericordia, a Divina Misericórdia é a manifestação amorosa de Deus em uma história ferida pelo pecado.

A palavra “Misericórdia” tem a sua origem em duas palavras: “Miséria” e “Coração”. Deus coloca a nossa miserável situação devida ao pecado no Seu coração de Pai, que é fiel aos Seus desígnios. Jesus Cristo, morto e

  ressuscitado, é a suprema manifestação e atuação da Divina Misericórdia.

«Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito» (Jo 3,16) e entregou-O à morte para que fossemos salvos. «Para redimir o escravo sacrificou o Filho», temos proclamado no Pregão pascal da Vígilia.

E, uma vez ressuscitado, constituiu-O em fonte de salvação para todos os que crêem nele. Pela fé e pela conversão, acolhemos o tesouro da Divina Misericórdia.

A Santa Madre Igreja, que quer que os seus filhos vivam da vida do Ressuscitado, manda que —pelo menos na Páscoa— se comungue na graça de

Deus. A cinquentena pascal é o tempo oportuno para cumprir esta determinação.

É um bom momento para confessar-se, acolhendo o poder de perdoar os pecados que o Senhor ressuscitado conferiu à sua Igreja, já que Ele disse

  aos Apóstolos: «Recebei o Espírito Santo.

Áqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados» (Jo 20,22- 23). Assim iremos ao encontro das fontes da Divina Misericórdia. E não


 hesitemos em levar os nossos amigos a estas fontes de vida: à Eucaristia e à Confissão. Jesus ressuscitado conta conosco.

 III. Atualização

• «E a Vós, Senhor, que vedes claramente, com os vossos olhos, os abismos da consciência humana o que, de mim, Te poderia passar despercebido, mesmo que me recusasse a confessa-lo?» (Santo Agostinho)

• «Muitas vezes pensamos que confessar-nos é como ir à lavandaria. Mas

 Jesus, no confessionário, não é uma lavandaria. A confissão é um encontro com Jesus que nos espera tal qual somos» (Francisco)

• «Cristo age em cada um dos sacramentos. Ele dirige-Se pessoalmente a cada um dos pecadores: “Meu filho, os teus pecados são-te perdoados” (Mc 2, 5); Ele é o médico que Se inclina sobre cada um dos doentes com necessidade d'Ele para os curar: alivia-os e reintegra-os na comunhão fraterna. A confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja» (Catecismo da Igreja Católica, no 1.484)