domingo, 3 de outubro de 2021

HOMÍLIA DO 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO B

I. INTRODUÇÃO

As leituras do 27º Domingo do Tempo Comum apresentam, como tema principal, o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher.

Formar uma comunidade de amor, estável e indissolúvel, que os ajude mutuamente a realizarem-se e a serem felizes. Esse amor, feito doação e entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus.

II. COMENTÁRIOS

1ª LEITURA

A primeira leitura diz-nos que Deus criou o homem e a mulher para se completarem, para se ajudarem, para se amarem.

Unidos pelo amor, o homem e a mulher formarão "uma só carne". Ser "uma só carne" implica viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

2ª LEITURA

A segunda leitura lembra-nos a "qualidade" do amor de Deus pelos homens... Deus amou de tal forma os homens que enviou ao mundo o seu Filho único "em proveito de todos". 

Jesus, o Filho, solidarizou-Se com os homens, partilhou a debilidade dos homens e, cumprindo o projeto do Pai, aceitou morrer na cruz para dizer aos homens que a vida verdadeira está no amor que se dá até às últimas consequências. 

Ligando o texto da Carta aos Hebreus com o tema principal da liturgia deste domingo, podemos dizer que o casal cristão deve testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus pela humanidade.

EVANGELHO

No Evangelho, Jesus, confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. 

A separação não está prevista no projeto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. 

Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projeto primordial de Deus para o homem e para a mulher.




 

Pe. Edivânio José.

 

sábado, 2 de outubro de 2021

HOMÍLIA DO SÁBADO-- SANTOS ANJOS DA GUARDA


I. 
INTRODUÇÃO

Anjos todos do Senhor, bendizei o Senhor; cantai a sua glória, louvai-o eternamente (Dn 3,58).

Em comunhão com toda a Igreja que caminha neste mundo, veneramos os anjos e louvamos a Deus, que nos concede experimentar a proteção deles até que “o Filho do Homem venha em sua glória, e todos os seus anjos com ele” (Mt 25,31). Sejamos, também nós, anjos protetores na vida do próximo.

II. COMENTÁRIO

O Antigo e o Novo Testamento fala com frequência sobre o papel dos anjos: são mensageiros de Deus e se manifestam nas situações concretas das pessoas: “Vou enviar um mensageiro à sua frente, para que cuide de você no caminho […]. Respeite-o e obedeça à voz dele. 

Não se revolte, porque ele leva o meu nome” (Ex 23,20-21). A Igreja ensina que Deus destinou a cada pessoa um anjo que a proteja e acompanhe ao longo da vida. Eis o que diz o Catecismo da Igreja Católica (n. 334): “A vida da Igreja se beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos anjos” (cf. At 5,18-20; 8,26-28; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). 

O culto aos anjos da guarda estava primeiramente ligado ao de São Miguel. A partir do século XVI, passa a figurar como festa própria em muitas igrejas. No calendário romano essa celebração foi introduzida em 1615.

 

Oração

Ó Jesus, divino Mestre, teu “Pai que está nos céus” providenciou anjos para nos proteger ao longo de nossa vida. São os anjos da guarda, que aprendemos a invocar com confiança desde a nossa infância. Renova, Senhor, nossa fé na presença e atuação desses teus auxiliares e nossos protetores. Amém.




 

Pe. Edivânio José.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

HOMÍLIA DA SEXTA-FEIRA -- SANTATERESINHA DO MENINO JESUS


I. INTRODUÇÃO

VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA

Deus cercou-a de cuidados e a instruiu, guardou-a como a pupila dos seus olhos. Ele abriu suas asas como a águia e em cima dos seus ombros a levou. E só ele, o Senhor, foi o seu guia (Dt 32,10ss).

Teresa nasceu na França em 1873 e lá faleceu em 1897. Com 15 anos, entrou para o Carmelo. Santificou-se mediante os afazeres normais do dia a dia e se tornou mestra de vida espiritual para todos. A tuberculose abreviou-lhe a vida. A sua História de uma alma foi publicada um ano após sua morte. Foi canonizada em 1925 e declarada padroeira das missões. Com ela aprendamos a viver na humildade, certos de que esse é o caminho que Jesus propôs a seus fiéis seguidores.

II. COMENTÁRIO

No texto anterior, Jesus menciona Sodoma, a cidade pecadora, que no julgamento será tratada com menos rigor do que outras cidades que rejeitam o Reino (CorazinBetsaida, Cafarnaum). 

Estas recebem de Jesus a dura ameaça reservada para casos extremos. É um enérgico apelo à conversão. 

Quem rejeita os discípulos rejeita o próprio Jesus e Deus Pai, que o envio. Recusar o dom de Deus é escolher a própria condenação, é escolher a morte, permanecendo fora da nova história e das novas relações sociais que nascem do projeto de Deus.

III. ATUALIZAÇÃO
• Jesus visita continuamente nossas comunidades, chamando-nos à conversão mediante fatos, crises, frustrações, esperanças pessoais e coletivas. 
• Precisamos estar atentos aos sinais da visita de Jesus, a fim de não deixarmos cair em vão a graça de Deus que está passando.

 

Oração

Divino Mestre, Jesus Cristo, fazes veemente apelo à mudança de vida. Algumas cidades, mesmo testemunhando teus milagres, não se converteram. “No dia do julgamento”, deverão responder seriamente por suas atitudes. Impulsiona-nos, Senhor, a progredir um pouquinho cada dia na vivência cristã. Amém.

 


Pe. Edivânio José.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Homília da Quinta-feira da 26ª semana do Tempo Comum


I. INTRODUÇÃO

Hoje Jesus nos fala da missão apostólica. Porém «escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois» (Lc 10,1), a proclamação do Evangelho é uma tarefa «que não pode ser delegada a uns poucos especialistas» João Paulo II: todos estamos chamados a essa tarefa e, todos vamos sentirmos responsáveis dela. Cada um desde seu lugar e condição. 

II. COMENTÁRIO

O dia do Batismo nos disseram: «Sois Sacerdote, Profeta e Rei para a vida eterna». Hoje mais que nunca, nosso mundo precisa do testemunho dos seguidores de Cristo.

«A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos» (Lc 10,2): É interessante esse sentido positivo da missão, pois o texto não diz: «Há muito para semear e poucos trabalhadores». Tal vez, hoje teríamos que falar desse jeito, pelo grande desconhecimento de Jesus Cristo e sua Igreja em nossa sociedade. Um olhar esperançado da missão gera otimismo e ilusão. Não nos deixemos abater pela desilusão e a desesperança.

No início, a missão que nos espera é, ao mesmo tempo, apaixonante e difícil. O anúncio da Verdade e da Vida, nossa missão, não pode nem deve pretender forçar a adesão, pelo contrário, deve suscitar uma livre adesão. As ideias, devem se propor e não impor, nos lembra o Papa.

«Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias...» (Lc10,4): a única força do missionário deve ser Cristo. E para que ele encha sua vida, é preciso que o evangelizador se esvazie de tudo aquilo que não é Cristo. A pobreza evangélica é um requisito importante e, ao mesmo tempo, o testemunho mais crível que o apóstolo pode dar, além de que só esse desprendimento nos fará livres.

III. ATUALIZAÇÃO
• O missionário anuncia a paz. É portador de paz, porque leva a Cristo, o Príncipe da Paz. Por isso, «Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro.
• A paz esteja nesta casa! Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; senão, ela retornará a vós» (Lc 10,5-6). 
• Nosso mundo, nossas famílias, nosso Eu pessoal, têm necessidade de Paz. Nossa missão é urgente e apaixonante.



 

Pe. Edivânio José.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

HOMÍLIA DA QUARTA-FEIRA -- SANTOS MIGUEL, GABRIEL E RAFAEL, ARCANJOS

I. INTRODUÇÃO

Bendizei ao Senhor, mensageiros de Deus, heróis poderosos que cumpris suas ordens, sempre atentos à sua palavra (Sl 102,20).

A liturgia une, numa só comemoração, São Miguel, que lutou contra as forças do mal; São Gabriel, o mensageiro do maior evento da história, a encarnação de Jesus; e São Rafael, que acompanhou e protegeu na viagem o jovem Tobias e curou-lhe o pai cego. Guiada pelo Espírito Santo, a Igreja herdou do Antigo Testamento a veneração desses três arcanjos.

II. COMENTÁRIO

Arcanjo significa chefe supremo dos anjos. A Carta de Judas aplica esse título a Miguel, e a Igreja estendeu-o depois a Gabriel e a Rafael. O novo calendário reuniu numa só celebração os três arcanjos (Miguel, Gabriel e Rafael), cuja festa caía em datas diferentes. 

Miguel, que significa “Quem é como Deus?”, cultuado desde os primeiros séculos da era cristã, é lembrado no livro de Daniel. A Carta de Judas mostra-o em luta contra Satanás, que quer o corpo de Moisés. Também o Apocalipse recorda o combate de Miguel e seus anjos contra o dragão. 

Gabriel, “Força de Deus”, apresentou-se a Zacarias como “aquele que está diante de Deus”. Anunciou o nascimento de João Batista e a encarnação do Filho de Deus. Rafael, “Deus cura”, aparece no livro de Tobias como acompanhante de viagem do jovem Tobias.

 

Oração

Ó Jesus, Salvador nosso, teu Pai celeste confiou aos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael importantes intervenções na história da salvação. Faze-nos, Senhor, compreender a nobre missão desses mensageiros do Alto e glorificar a Deus pela cooperação deles na tua obra redentora. Amém.




 

Pe. Edivânio José.

 

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Homília da Terça-feira da 26ª semana do Tempo Comum

I. Introdução

Hoje, Jesus Cristo repreende aos Boanerges ("filhos do trovão"), por sua disposição violenta, absolutamente injustificável. Sem paz entre a razão e a fé, também não pode haver paz no mundo. As "patologias da religião" e as "patologias da razão" são fatais porque "secam" as fontes da moral e do direito.

II. Comentário

As primeiras instrumentalizam a Deus para tornar absoluto o próprio poder: identificam o "absoluto" (próprio de Deus) com sua comunidade e interesses. Então o bem é o que serve ao próprio poder; se desvanece a diferença entre bem e mal; moral e direito se tornam imparciais. 

As "patologias da razão", típicas das ideologias totalitárias, desvinculam a razão com respeito a Deus, pretendendo —inutilmente construir o homem novo. Mas quando a religião e a moral não pertencem já à razão, então o homem fica à mercê da "produção".

Hoje, Jesus vai a caminho de Jerusalém e queria descansar numa povoação de samaritanos. Porém, os habitantes não O quiseram receber porque não se davam com os judeus. A Tiago e a João “subiu-lhes a cólera”: queriam fulminar aquela gente. Mas Jesus repreende aquela “valente” reação. Ele não veio para condenar, mas para salvar!

Jesus não fulminou aquelas pessoas; nem sequer se queixou. Mas não teve outro remédio senão “passar ao largo”. - Deus nunca me rejeita, mas… quantas vezes O obriguei a passar ao largo?

III. Atualização
• Em segundo lugar, diante da rejeição dos Os samaritanos, Tiago e João querem fazer descer fogo do céu (cf. Lc 9,54). 
• O Senhor os repreende por seu zelo indiscreto. Devemos nos lembrar da paciência que Deus tem conosco, e ser pacientes com nossos irmãos em seu caminho para Deus, mesmo que eles não respondam imediatamente à sua graça.
• Deus quer que todos os homens sejam salvos e deu seu único Filho na cruz por todos. Deus esgota todas as possibilidades de se aproximar de cada homem e espera com divina paciência o momento em que cada coração se abre à sua Misericórdia.

Oração

Senhor, a consciência de ser criados por ti nos defende do horror do "homem produzido" (que será destruído logo que cesse sua "utilidade"). Somos teus filhos!

 


Pe. Edivânio José.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

HOMÍLIA DA SEGUNDA-FEIRA DA MEMÓRIA DE SÃO VICENTE DE PAULO


I. INTRODUÇÃO

Repousa sobre mim o Espírito do Senhor; ele me ungiu para levar a Boa-Nova aos pobres e curar os corações contritos (Lc 4,18).

Vicente nasceu na França em 1581 e lá faleceu em 1660. Ordenado presbítero, trabalhou junto às populações rurais, vivendo em contato com misérias materiais e morais. Fundou a Congregação dos Padres da Missão – os Lazaristas – e, juntamente com Santa Luísa de Marillac, as Filhas da Caridade, com o objetivo de servir os abandonados. Com imensa dedicação, incrementou a formação do clero. A seu exemplo, cultivemos grande sensibilidade pelos excluídos da sociedade e nos disponhamos a promover ações concretas em seu favor.

I. COMENTÁRIO

Jesus acabara de apresentar aos discípulos o segundo anúncio de sua paixão. Mas eles não entenderam que, na qualidade de discípulos, deveriam seguir o mesmo caminho do Mestre. Jesus se abaixa. Os discípulos querem se elevar. Por isso, fazem entre si um bate-boca sobre qual deles seria o maior.

Estão longe de compreender o espírito da novidade que Jesus vem introduzir nas relações humanas. Quem é o maior? O menor. Para ilustrar seu ensinamento, Jesus dá destaque a uma criança, colocando-a do seu lado. Com isso revela o sentido de toda a sua obra: a verdadeira grandeza está na humildade. 

Na sequência, Jesus previne seus discípulos contra a tentação do fanatismo. Para Jesus, não é necessário que alguém pertença oficialmente a seu grupo para ter o direito de agir em seu nome. Ninguém tem o monopólio do bem.

 

Oração

Ó Mestre, a grandeza do Reino de Deus não está em conquistar lugares de honra. Quem acolhe o pequenino em teu nome está acolhendo a ti e ao Pai Celeste. Esclareces também que o teu Reino não é um grupo fechado, uma seita, mas está presente em toda parte onde se pratica o bem. Amém.