segunda-feira, 7 de junho de 2021

Homília da Segunda-feira da 10ª semana do Tempo Comum

Hoje começamos a comtemplar Jesus como o “Mestre”, cujos ensinamentos em grande medida foram reunidos por Mateus no chamado “Sermão da Montanha”. Previamente, o evangelista tinha narrado as tentações de Jesus e a sua primeira aparição na vida pública (a proclamação do Reino e a chamada dos primeiros Apóstolos).

As bem-aventuranças estão inseridas no Sermão da Montanha, resumo do ensinamento de Jesus a respeito do Reino e da transformação que esse Reino produz. Aos discípulos Jesus promete a felicidade, não apenas no céu, mas também a que se pode experimentar ao longo desta vida. A felicidade brota de uma série de valores sobre os quais se assenta o Reino de Deus: pobreza, humildade, justiça, misericórdia, pureza de coração, sofrimento por causa da justiça.

Se Deus é bem-aventurado, como afirma o apóstolo Paulo (1Tim 1,11. 6,15), e se os homens participam dessa bem-aventurança pela sua semelhança com Ele, mas lhes é impossível imitarem-no, a bem-aventurança é irrealizável para a condição humana. Mas o homem pode imitar a Deus de certa maneira. Como? A meu ver, a pobreza em espírito designa a humildade. O apóstolo Paulo dá-nos como exemplo a pobreza de Deus, que, sendo rico, Se fez pobre por nós, para nos fazer participantes da sua riqueza (2Cor 8,9). 

Tudo aquilo que podemos entrever acerca da natureza divina ultrapassa os limites da nossa condição, tudo menos a humildade, que partilhamos com os que vivem neste mundo, que foram moldados do barro ao qual regressam (Gn 2,7.3,19). Assim, pois, se imitares a Deus naquilo que é conforme à tua natureza e não ultrapassa as tuas capacidades, revestes-te da forma bem-aventurada de Deus como de uma veste.

Jesus nunca nos prometeu um caminho sem problemas. Mas garante-nos a sua ajuda e o prémio pelo esforço para seguir o seu caminho. Nunca desanimes!

 




Pe. Edivânio José.

 

 

 

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