quarta-feira, 5 de maio de 2021

Homília do Dia – Quarta-feira Evangelho (Jo 15,1-8)

Provavelmente a comunidade está tendo o abandono de seus membros, por isso a insistência do autor em convidar para permanecer, verbo repetido diversas vezes. Para isso, ele se utiliza da alegoria da videira. A imagem da videira é muito frequente no Antigo Testamento para indicar o povo de Israel. 

O agricultor é o Pai, o tronco (da videira) é Jesus, os ramos são os fiéis, e os frutos representam as boas obras, a caridade fraterna. Sabemos que todo ramo cortado seca e não produz mais nada. Jesus é imagem da videira fiel que correspondeu à expectativa de Deus, produzindo o bom vinho agradável ao paladar. A videira é a comunidade unida a Jesus e convidada a produzir paz, amor, solidariedade e justiça.

 Dar frutos, portanto, é próprio do autêntico cristão. Cristão sem as obras de caridade é como o ramo cortado da videira. Nosso perigo não vem de fora: a pior ameaça pode surgir de nós mesmos ao faltar ao amor fraterno entre os membros do Corpo Místico de Cristo e ao faltar à unidade com a Cabeça deste Corpo. A recomendação é clara: “Eu sou a videira e vós, os ramos. 

Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). Jesus, como bom Filho, é um reflexo perfeito do Pai. É o “Verbo” (Imagem) de Deus, a sua “Palavra”. Chegamos ao Pai através desta Palavra. Cristo falounos de si próprio, do Pai, do Espírito Santo, do seu Reino… E do homem! A Igreja não cessa de nos ensinar esta Palavra. Fá-lo guiada pelo Espírito da Verdade, que assiste principalmente ao Papa, Vigário de Cristo. 

Pe. Edivânio José.



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