sábado, 15 de janeiro de 2022

Homília do SÁBADO da 1° semana do tempo comum

I. Introdução

Por meio do profeta, Deus escolhe um rei, ao qual confia a missão de libertar o povo. Os que assumem funções de governo, bem como os chamados para seguir o Senhor, têm responsabilidades com a vida digna para todos.

II. Comentário

Jesus dirige-se à beira-mar, símbolo de abertura ao mundo pagão, e ensina à multidão que se aglomera em volta dele. Nessas andanças, o Mestre convida Levi (Mateus) para fazer parte do seu grupo. Por ser cobrador de impostos, Levi não é bem-visto pela instituição religiosa judaica.

Em seguida, Jesus partilha o banquete com cobradores de impostos e pecadores, revelando com isso o sentido de sua missão: todos são chamados a participar do banquete no seu Reino. Apesar da crítica dos doutores da Lei, Jesus se relaciona e faz refeição com pecadores, doentes e marginalizados.

São esses que mais precisam da intervenção salvífica do Filho de Deus. Com suas atitudes, Jesus revela um Deus misericordioso e próximo de cada pessoa, principalmente dos doentes e dos desprezados pela sociedade. Não veio para os justos, mas para os pecadores.

III. Atualização

• Jesus, na sua condição de Mestre, realizou gestos inusitados que escandalizavam

determinados grupos de seu tempo. Entre eles, estavam os mestres da Lei (escribas) que gozavam de grande prestígio e admiração por parte do povo. Este prestígio, de certa forma, os distanciava da massa. Sendo especialistas na interpretação da Lei, pretendiam, juntamente com os fariseus, ser estritos no seu cumprimento. Isso era para eles um ponto de honra! Um dos tópicos da Lei dizia respeito às impurezas que se podia contrair no contato com pessoas consideradas impuras. Tais pessoas, por isso, deveriam ser vítimas da marginalização.

• O caminho do Mestre-Jesus seguiu na direção oposta. Ele se fez solidário com marginalizados de seu tempo – cobradores de impostos e pecadores – não temendo contrair impureza. Sua presença, pelo contrário, era fator de purificação. Jesus estava imune do contágio e a impureza deles não o podiam atingir.

• O Mestre-Jesus não se priva da amizade dos excluídos, não se furtando a sentar-se à mesa com eles, para partilhar uma refeição, símbolo de comunhão sincera. Essa eventualidade o fez compreender o sentido de sua missão de enviado: os destinatários privilegiados de seu amor e de sua ação misericordiosa não eram aqueles já inseridos na comunidade religiosa e social. E, sim, aqueles colocados à margem do sistema por qualquer razão que seja.




sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Homília da SEXTA-FEIRA da 1°semana do tempo comum

I. Introdução

Sábio e feliz é o povo que acolhe a presença de Deus e segue seus caminhos. Com fé nos apresentemos diante do Senhor, nosso amigo inseparável que nos perdoa e salva, pois “ele é nosso escudo e proteção”.

II. Comentário

Hoje, vemos novamente Jesus rodeado de uma multidão: «Ajuntou-se tanta gente que já não havia mais lugar, nem mesmo à porta» (Mc 2,2). O Seu coração abre-se perante as necessidades dos outros e faz-lhes todo o bem possível: perdoa, ensina e cura ao mesmo tempo. Dá-lhes certamente ajuda a nível material (no caso de hoje, fá-lo curando-o de uma paralisia), mas — no fundo— procura o melhor e o primeiro para cada um de nós: o bem da alma.

Jesus Salvador quer deixar-nos uma esperança certa de salvação: Ele é capaz até de perdoar os pecados e de se compadecer da nossa debilidade moral. Antes de mais, diz taxativamente: «Filho, os teus pecados são perdoados» (Mc 2,5). Depois, contemplamo-lo associando o perdão dos pecados —que dispensa generosa e incansavelmente— a um milagre extraordinário, “palpável” aos nossos olhos físicos. Como uma espécie de garantia externa, para nos abrir os olhos da fé, depois de declarar o perdão dos pecados do paralítico, cura-o da paralisia: «Eu te digo: levanta-te, pega a tua maca, e vai para casa! O paralítico se levantou e, à vista de todos, saiu carregando a maca» (Mc 2,11-12).

Podemos reviver frequentemente este milagre na Confissão. Nas palavras da absolvição que o ministro de Deus pronuncia («Eu te absolvo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo») Jesus oferece-nos novamente — de maneira discreta—a garantia externa do perdão dos nossos pecados, garantia equivalente à cura espetacular que realizou com o paralítico de Cafarnaum.

Começamos agora um novo tempo comum. E recorda-se a nós, os crentes a necessidade urgente que temos de um encontro sincero e pessoal com Jesus misericordioso. Neste tempo, Ele convida-nos a não fazer “descontos”, a não descuidar o perdão necessário que Ele nos oferece no Seu seio, na Igreja.

III. Atualização

• Quando Jesus volta a Cafarnaum, a fama dele já é conhecida, pois muitos vão a ele,

aglomeram-se em sua volta, e ele lhes dirige a palavra. Nisso lhe trazem um paralítico carregado por quatro homens e o descem pelo telhado. Até o Mestre se admira da fé deles e diz ao doente: seus pecados estão perdoados.

• Os doutores da Lei contestam, pois, segundo eles, só Deus pode perdoar os pecados, e taxam Jesus de blasfemo, sujeito a apedrejamento. Jesus lhes dá a entender que ele tem poder de perdoar e curar. Ele vai à raiz dos males, curando o paralítico por “dentro e por fora”, isto é, ele está a serviço da libertação integral da pessoa.

• O doente que fora carregado por outros agora carrega a própria cama. As paralisias do povo só serão vencidas com atos concretos de solidariedade e com propostas em favor dos mais carentes.



quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Homília da QUINTA-FEIRA da 1a SEMANA COMUM

 I. Introdução

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

Deus não é um dispositivo do qual nos servimos, sobretudo na hora do aperto. O Senhor atende de bom grado os legítimos pedidos que brotam de uma fé verdadeira.

II. Comentário

«Jesus, sobretudo com seu estilo de vida e com suas ações, há demostrado como no mundo em que moramos está presente o amor. Este amor [misericordioso de Deus] se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza» (São Joao Paulo II)

«Vivemos neste mundo no que Deus não tem a evidência do palpável. Só se pode lhe encontrar com o impulso do coração e reconhecer que não só vivemos de “pão”, se não ante tudo da obediência à Palavra de Deus» (Bento XVI)

«Os homens, cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, podem entrar deliberadamente no plano divino, por suas ações por suas orações e também por seus sofrimentos (cf. Col 1,24). Tornam-se então plenamente “cooperadores de Deus” (1Cor 3,9) e do seu Reino» (Catecismo da Igreja Católica, n°307).

III. Atualização

• A atividade incansável de Jesus continua. Um leproso (hanseniano) se aproxima e

reconhece que o Mestre tem o poder de curá-lo. Sem se preocupar com a lei mosaica segundo a qual o contato com um leproso tornava a pessoa impura, Jesus estende a mão, toca nele e o cura.

• Apesar da ordem de Jesus, o beneficiado não consegue conter-se e espalha a notícia. A lepra era uma doença que obrigava o doente a viver afastado da sociedade. Muitas vezes essa lepra era apenas alguma doença da pele. Provavelmente a ira de Jesus seja contra as pessoas e as estruturas que discriminam e marginalizam as pessoas.

• Os gestos de Jesus são sempre no sentido de devolver dignidade às pessoas. O discípulo de Jesus só será fiel se estiver disposto a superar os preconceitos e discriminações que impedem de se aproximar do próximo carente e realizar gestos de compaixão.




quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Homília da quarta-feira da 1° semana do tempo comum

I. Introdução

O chamado de Deus se dá sob as mais variadas circunstâncias. Busquemos sempre o Senhor e fiquemos sintonizados com ele, a fim de atendê-lo e saber qual é nosso papel na sociedade, na Igreja e na família.

II. Comentário

Hoje contemplamos em síntese os elementos básicos do ministério público de Jesus: Anuncio do Reino (e ensinos), realização de sinais (“milagres”) que o manifestam e oração. Para entender Jesus Cristo resultam fundamentais as repetidas indicações de que se retirava —as vezes noites inteiras— para orar “a sós” com o Pai. Este “orar” de Jesus é a conversão do Filho com o Pai.

Ele vive ante o rosto de Deus como Filho; vive na mais íntima unidade com o Pai. Somente partindo desta afirmação pode-se entender verdadeiramente a figura de Jesus e entrever a origem última de suas ações, de seus ensinos e de seu sofrimento. A reação dos seus ouvintes foi clara: Essa doutrina não procede de nenhuma escola; é radicalmente diferente ao que se possa aprender nas escolas; é uma explicação “com autoridade”

Entendo e confesso Senhor, que tua doutrina não procede de ensinamentos humanos, senão de teu contato imediato com o Pai, do diálogo “cara a cara” com teu Pai-Deus.

III.

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Atualização

Hoje, Jesus vai pregar acompanhado dos primeiros Apóstolos. Ele não veio pregar teorias e doutrinas; o Filho de Deus veio para nos salvar com ações. Por isso cura todos os doentes que Lhe levam.

Além disso, «de madrugada, quando ainda estava muito escuro, levantou-se, saiu e foi para um lugar solitário e ali se pôs a fazer oração». Oração: este é o remédio!



terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Liturgia da 1° Semana do Tempo Comum


Antífona de Entrada:

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão de anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

1. Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono – observe está falando de um outro lugar aonde habita nossa senhora, a corte dos anjos, os santos (as); assim sendo, a Santíssima Trindade está acima, na sua habilitação que chamamos de céus, portanto, tudo que está a baixo forma o trono de Deus, é de lá que Ele reina, governa todas as coisas. É por isso, que sendo o Rei dos reis e Senhor dos senhores, é salvífico reconhecermos a Sua Majestade!

2. A multidão de anjos o adora – perceba que só se faz notar os coros dos anjos com a sua sinfonia de nove coros, pois esta é a hierarquia dos anjos. Todavia, somos convocados a imitarmos os anjos na adoração aqui na terra, se eles não saem da presença de Deus, mesmo cumprindo suas missões aqui na terra, mas de lá não saem, nós também fazemos o mesmo diante do Santíssimo sacramento do altar.

3. Cantando a uma só voz – expressa unidade e comunhão, a harmonia que edifica o orante, não como quer, de forma egoísta, mas dentro de um corpo místico que se deixa guiar pela Cabeça que é Cristo Jesus. Esta imagem nos leva a pensar a importância da Sinodalidade que o papa Francisco no seu ministério pontifício quer nos conduzir.

4. Eis aquele cujo poder é eterno – este refrão cantado eternamente pelos anjos também deve ser o nosso refrão, declarando para todas as nações que Ele é o Senhor dos vivos e dos mortos, pois o universo todo o pertence, a Ele a glória e o louvor pelos séculos dos séculos. Amém!



Homília da Terça-feira da 1°semana do tempo comum

Evangelho de São Marcos 1. 21b-28.

I. Introdução

Cafarnaum era a Cidade que Jesus escolheu para morar na Região da Galileia. Nela passa a exercer a sua vida pública – a missão que o Pai lhe confiou.

II. Comentário

Jesus hoje entra na Sinagoga e começou a ensinar ( v.21). Ele é a Palavra e ao mesmo tempo a mensagem, que cria e recria todas as coisas, na Sagrada Liturgia se torna Palavra do Senhor e da Salvação, é, por isso, que pode ensinar com autoridade a tal ponto de fazer arder os corações dos seus ouvintes.

Diante da Palavra, os espíritos impuros são obrigados a se revelarem, pois quem fala com autoridade denuncia as consciências malévolas e os corações iníquos.

Ouve-se um grito daquele que há anos estava possuindo o homem (v.23), a tentativa era de intimidar Jesus, mas não dialogando com o mal Jesus exorciza aquele homem e faz calar o diabo.

O diabo que gosta de chamar atenção, fazer showzinho, dessa fez não funcionou porque estava diante de Jesus que é pura humildade e não tem necessidade de Ibope ou que as pessoas deem um like, curtida e até mesmo comentários de aprovação.

III.

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Atualização

A Catequese de Jesus, ou seja, seus ensinamentos tem poder e autoridade sobre a sua vida?

Ainda hoje o Evangelho toca o seu coração, causando admiração!?!

As nossas paixões desordenadas (demônios), ao ouvir Jesus elas gritam por que se sentem incomodadas?!!



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Iniciamos o Tempo Comum

No arco do Ano Litúrgico, o tempo comum é o mais longo, ele toma conta de 34 semanas, dividido em duas partes, dado ao tamanho a ele dedicado.

 

Por exemplo, neste Ano C, vamos nele meditar o Evangelho de São Marcos que desde o início nos põe na dinâmica da 'Boa Nova’ (evangelho) e na ‘Metanoia’ (conversão).

 

O Tempo Comum não é o tempo do nada, do vazio, da preguiça, da moleza, da frouxidão e da covardia. É contudo, o tempo do mistério, do milagre, da cura e libertação. É nele que acontece a vida pública de Jesus, a partir do seu Batismo nas águas do rio Jordão.

 

O Tempo Comum é o tempo do encontro, da hospitalidade, da comensalidade, portanto, é o tempo da visitação, é Jesus que sai de Si, afim de chegar primeiro, se antecipando a todos nós.

 

O Tempo Comum é Também, o tempo da planície, ou seja, lugar do aperreio, dos conflitos, das doenças e do sofrimento, é aí que Ele gosta de passar a maior parte do tempo, junto dos pobres, coxos, endemoniado e marginalizados.

 

Todavia, este Tempo é contudo, o tempo da compaixão, do toque, do olhar misericordioso, da ternura, pois diante das perdas Jesus chora. É bem aqui, que Ele toca os corações e os chamam ao seguimento.

 

Tudo isso, é o Tempo Comum! Seja bem-vindo! 

 

Pe. Edivânio José.

        Exorcista