segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Homília da FESTA DOS SANTOS ANDRÉ KIM E PAULO CHONG MÁRTIRES

I. INTRODUÇÃO

Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra dos santos mártires. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus.

André Kim, presbítero, e o grande apóstolo leigo Paulo se destacaram entre os missionários que evangelizaram a Coreia, no século 17. Com eles havia numerosos leigos, homens e mulheres, velhos, jovens e crianças, que, tendo suportado os suplícios do martírio, consagraram com o precioso sangue os primeiros tempos da Igreja coreana.

II. COMENTÁRIO

Os discípulos receberam a explicação da parábola do semeador e foram iluminados. Não devem guardar para si o tesouro precioso dos ensinamentos do Mestre; ao contrário, devem ser luz para o mundo. 

A Palavra de Deus, de fato, tem cunho universal: não é exclusividade de grupos fechados.

Sendo Palavra que liberta, não pode ficar oculta ou abafada: “A Palavra de Deus não está algemada” (2Tm 2,9). Em outra passagem, Jesus disse: “O que vocês disserem no quarto, ao pé do ouvido, será proclamado sobre os telhados”. 

III. ATUALIZAÇÃO
• A seus discípulos e a nós Jesus recomenda abertura de coração para acolhermos sua mensagem em medida generosa. 
• Quanto mais a pessoa se abre para Deus sem cálculos, tanto mais Deus se manifesta a ela. 
• Se a pessoa é mesquinha e se retrai, mesmo assim Deus não se retira nem deixa de se comunicar.

 

Oração

Ó Mestre Jesus, recomendas que tua Palavra não seja monopólio de pequeno grupo, como uma seita. Ao invés, queres que tua Palavra seja conhecida, amada, praticada e divulgada. Faze de nós, Senhor, autênticas testemunhas da tua Boa-Nova em toda parte e por todos os meios. Amém.

 


 

Pe. Edivânio José.

domingo, 19 de setembro de 2021

HOMÍLIA DA 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B


I. INTRODUÇÃO

A liturgia do 25º Domingo do Comum convida os crentes a prescindir da "sabedoria do mundo" e a escolher a "sabedoria de Deus". 

Só a "sabedoria de Deus" - dizem os textos bíblicos deste domingo - possibilitará ao homem o acesso à vida plena, à felicidade sem fim.

II. COMENTÁRIO

1ª LEITURA

A primeira leitura avisa os crentes de que escolher a "sabedoria de Deus" provocará o ódio do mundo. 

Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a "sabedoria de Deus": a perseguição é a consequência natural da sua coerência de vida.

2ª LEITURA

A segunda leitura exorta os crentes a viverem de acordo com a "sabedoria de Deus", pois só ela pode conduzir o homem ao encontro da vida plena. 

Ao contrário, uma vida conduzida segundo os critérios da "sabedoria do mundo" irá gerar violência, divisões, conflitos, infelicidade, morte.

EVANGELHO

O Evangelho apresenta-nos uma história de confronto entre a "sabedoria de Deus" e a "sabedoria do mundo". 

Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projeto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projeto. 

Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.

III. ATUALIZAÇÃO
• A vida desses "justos" que assumiram os valores de Deus e que, mesmo no meio da hostilidade geral, procuram preservar os seus valores e viver de forma coerente com a sua fé, constitui um incómodo e uma dura interpelação para os "ímpios". 
• A coerência, a honestidade, a verticalidade e a fidelidade dos "justos" constituem um permanente espinho que magoa os "ímpios" e que não os deixa sentirem-se em paz com a sua consciência.



 

sábado, 18 de setembro de 2021

HOMÍLIA DA 24ª SEMANA DO TEMPO COMUM.


I. INTRODUÇÃO

Para a grande multidão, Jesus conta a parábola do semeador e depois a explica a seus discípulos. Trata-se da disposição (diversos tipos de terreno) com que as pessoas acolhem a Palavra. 

II. COMENTÁRIO

Sabemos, pelos Evangelhos, que Jesus estava sempre disposto e não perdia nenhuma ocasião para anunciar o Reino de Deus. 

Entretanto, entre os ouvintes, uns eram impenetráveis (terreno pedregoso); outros, entusiastas superficiais; havia quem, após ouvir a Palavra, se deixasse seduzir pelos bens materiais; por fim, muitos ouviam a Palavra e lhe davam pleno consentimento, abrindo-se para a fé e o fiel seguimento de Jesus. 

Em nossos dias, a Palavra de Deus continua sendo semeada de múltiplos modos, inclusive os meios digitais. Resta saber como os cristãos estão “administrando” o grande tesouro dessa Palavra!

III. ATUALIZAÇÃO
• O apego aos bens terrenos pode levar a pessoa a desejos “loucos e perniciosos”. 
• Somos servidores do bendito e único soberano, Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, e a nós foi dado conhecer e celebrar os mistérios do seu Reino. 
• É uma honra, mas também, certamente, grande responsabilidade.

Oração

Senhor Jesus, não medes esforços para anunciar generosamente a Palavra de Deus. Entretanto, muitas pessoas estão de tal modo envolvidas com os bens terrenos, que não lhes sobram tempo nem disposição para acolher e frutificar a Palavra. Desperta-nos, Senhor, para o grande valor dos teus ensinamentos. Amém.



sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Homília da Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum


I. INTRODUÇÃO

Hoje, vemos no Evangelho o que seria uma jornada cotidiana dos três anos da vida pública de Jesus. São Lucas nos narra-o com poucas palavras: «Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus» (Lc 8,1). É o que contemplamos no terceiro mistério de luz do Santo Rosário.

II. COMENTÁRIO

Comentando este mistério diz o Papa são João Paulo II: «Mistério de luz é a predicação com a que Jesus anuncia a chegada do Reino de Deus e convida à conversão, perdoando os pecados de quem se aproxima a Ele com fé humilde, iniciando assim o mistério da misericórdia que Ele continuará exercendo até o fim do mundo, especialmente através do sacramento da Reconciliação confiado à Igreja».

Jesus continua passando perto de nós, oferecendo-nos seus bens sobrenaturais: quando fazemos oração, quando lemos e meditamos o Evangelho para conhecê-lo e amá-lo mais e imitar sua vida, quando recebemos algum sacramento, especialmente a Eucaristia e a Penitência, quando dedicamo-nos com esforço e constância ao trabalho de cada dia, quando tratamos com a família, os amigos ou vizinhos, quando ajudamos àquela pessoa necessitada material e espiritualmente, quando descansamos ou nos divertimos... Em todas essas circunstâncias podemos encontrar a Jesus e segui-lo como aqueles doze e aquelas santas mulheres.

III. ATUALIZAÇÃO
• Cada um de nós é chamado por Deus a ser também Jesus que passa, para falar -com nossas obras e nossas palavras
• quem tratamos sobre a fé que enche de sentido a nossa existência, da esperança que nos move a seguir adiante pelos caminhos da vida confiados do Senhor e, da caridade que guia todo nosso agir.
• A primeira em seguir Jesus e em ser Jesus é Maria. Que Ela com seu exemplo e sua intercessão nos ajude!

Oração

Ó incansável missionário do Reino, Senhor Jesus, ao grupo dos Doze agregaste algumas mulheres que te serviam “com os bens que possuíam”. Com isso desmantelas ou, ao menos, reprovas o preconceito da época contra a mulher e a tornas valorosa colaboradora na evangelização. Amém.




 

Pe. Edivânio José.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

HOMÍLIA DA Quinta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

I. INTRODUÇÃO

Hoje, o Evangelho nos chama a ficar atentos ao perdão que o Senhor nos oferece: «Teus pecados estão perdoados» (Lc 7,48). É preciso que os cristãos nos lembremos de duas coisas: que devemos perdoar sem julgar à pessoa e amar muito porque fomos perdoados gratuitamente por Deus. Gera-se um duplo movimento: o perdão recebido e o perdão amoroso que devemos dar.

II. COMENTÁRIO

«Quando alguém lhe insulte, não lhe jogue a culpa, jogue-a ao demônio que, em todo caso, é quem faz insultar, e descarregue nele toda sua ira; em troca, compadeça ao desgraçado que faz o que o diabo lhe mandar» (São João Crisóstomo). Não se deve julgar à pessoa, mas reprovar a má ação.

A pessoa é um objeto continuado do amor do Senhor, são as ações que nos distanciam de Deus. Nós, então, devemos estar sempre dispostos a perdoar, acolher e amar a pessoa, mas a rejeitar aquelas ações contrarias ao amor de Deus.

«Quem peca fere a honra de Deus e o seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e o bem espiritual da Igreja, da qual cada cristão deve ser pedra viva» (Catecismo da Igreja, n. 1487). 

Através do Sacramento da Penitência, a pessoa tem a possibilidade e a oportunidade de refazer sua relação com Deus e com toda a Igreja. A resposta ao perdão recebido, só pode ser o amor.

III. ATUALIZAÇÃO
• A recuperação da graça e a reconciliação nos levará aamar com um amor divinizado. Somos chamados para amar como Deus ama!
• Perguntemo-nos hoje, especialmente, se somos conscientes da grandeza do perdão de Deus, se somos aqueles que amam à pessoa e lutam contra o pecado e, finalmente, se acudimos com confiança ao Sacramento da Reconciliação. 
• Tudo o podemos com o auxílio de Deus. Que nossa humilde oração nos ajude

 

Oração

Ó Mestre e Senhor, livre de preconceitos e de normas opressoras, permites que a pecadora toque no teu corpo. Então, gestos de amor, arrependimento e gratidão misturam- se no mesmo ritual. O perdão se dá: “Seus pecados estão perdoados”. E a mulher, totalmente transfigurada, retira-se em paz. Amém.

 



Pe. Edivânio José.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

HOMÍLIA DA QUARTA-FEIRA DE NOSSA SENHORA DAS DORES

I. INTRODUÇÃO

Simeão disse a Maria: Teu filho será causa de queda e de ressurreição para muitos. Ele será sinal de contradição, e teu coração será transpassado como por uma espada (Lc2,34s).

A devoção a Nossa Senhora das Dores encontra seu fundamento em diversas passagens dos Evangelhos, por exemplo nas palavras proféticas do velho Simeão: “Uma espada vai atravessar tua alma” (Lc 2,35). As dores de Maria estão intimamente ligadas à vida de Jesus. Por esta celebração, somos convidados a reviver o momento decisivo da história da salvação.

 

II. COMENTÁRIO

A celebração litúrgica das Sete Dores da Virgem foi acolhida no calendário romano pelo papa Pio VII (século XVII). Pio X fixou a data definitiva para 15 de setembro, conservada no atual calendário litúrgico, que mudou o título da festa: de Sete Dores de Maria para Nossa Senhora das Dores. 

A paixão de Maria se concentra na cena em que ela está de pé junto à cruz de seu Filho. Sabemos, porém, que Maria, durante toda a sua vida, com seu coração de Mãe, conheceu e experimentou o sofrimento ao ver seu Filho rejeitado pelos adversários. 

Por isso a devoção popular enumerou os principais momentos dolorosos de Maria, suas Sete Dores: a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus, o caminho para o Calvário, a crucificação, a deposição da cruz, o sepultamento de Jesus.

 

 

Oração

Ó Jesus crucificado, na tua hora derradeira, sob o fogo de indizíveis dores, tiveste a solidária presença de tua santa Mãe. Queremos também nós, Senhor, no sofrimento e na hora de nossa morte, contar com a força de Maria Santíssima, que a Igreja achou por bem invocar como Nossa Senhora das Dores. Amém.



 

Pe. Edivânio José.

 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

HOMÍLIA DA TERÇA-FEIRA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ


I. INTRODUÇÃO

A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou (Gl 6,14).

A festa da Exaltação da Santa Cruz é sinal da redenção realizada por Cristo. Para o cristão, a cruz é a árvore da vida, o altar da Nova Aliança. No espírito desta celebração, podemos repetir, cheios de gratidão: “Nós vos adoramos, Senhor, e vos bendizemos, porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo”.

II. COMENTÁRIO

Já no final do século V, no Oriente, e final do século VII, no Ocidente, havia uma comemoração em torno da cruz do Senhor. No dia 14 de setembro, as igrejas que tinham uma relíquia maior da cruz costumavam expô-la à veneração dos fiéis, em celebração solene. 

A esse fato dava-se o nome de “exaltação” da Santa Cruz. Instrumento de suplício e símbolo de derrota, a cruz se transformou em sinal de luz e esperança, por ato e mérito de Jesus Cristo, que aceitou fazer dela sinal de amor: “Ninguém tem amor maior do que alguém que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). 

São Paulo compreendeu e expressou a riqueza contida na crucificação de Jesus: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). Sua cruz se torna para nós fonte de salvação: “Vocês foram resgatados […] pelo precioso sangue de Cristo” (1Pd 1,19).

 

Oração

Ó Jesus Redentor, para nos redimir e salvar, morreste crucificado. Mudaste, assim, o sentido da cruz: de instrumento de condenação a transformaste em trono de vitória e resgate em favor da humanidade. Embora traga a lembrança dos teus indizíveis sofrimentos, a cruz se torna para nós fonte de salvação. Amém.




 

 

Pe. Edivânio José.