Hoje lemos suas palavras ditas antes do sacrifício da Cruz e que foram escritas depois de sua Ressurreição. Na Cruz, com sua morte venceu a morte e ao medo. Não nos dá a paz como a do mundo “Não é à maneira do mundo que eu a dou” (cf. Jo 14,27), senão que o faz passando pela dor e a humilhação: assim demonstrou seu amor misericordioso ao ser humano. Na vida dos homens é inevitável o sofrimento, a partir do dia em que o pecado entrou no mundo.
Mas Deus, em seu infinito amor, nos deu o remédio para ter paz no meio da dor: Ele aceitou “ir-se” deste mundo com uma “saída” sofrida e cheia de serenidade. Um autor desconhecido do século II põe na boca de Cristo as seguintes palavras: “Veja as cuspidas no meu rosto, que recebi por ti, para restituir-te o primitivo alento de vida que inspirei em teu rosto.
Olha as bofetadas de meu rosto, que suportei para reformar à imagem minha, do teu aspecto deteriorado. Olha as chicotadas de minhas costas, que recebi para tirar da tua o peso de teus pecados. Olha minhas mãos, fortemente seguras com pregos na árvore da cruz, por ti, que em outro tempo estendeste funestamente uma de tuas mãos à árvore proibida”.
O Senhor consola a seus discípulos. Jesus vai embora! Para onde? Primeiro foi embora, morrendo: sua morte foi uma ida ao céu. Três dias depois ressuscitou e, ainda durante um breve tempo, foi aparecendo aos discípulos. O Senhor pede que não assuste nosso coração. Ele nos dá a verdadeira paz: Jesus, porque é Deus, está no céu e está com cada um de nós. Inclusive dentro de nós quando o recebemos na Comunhão.
Pe. Edivânio José.

Nenhum comentário:
Postar um comentário